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Investigação

Polícia fecha laboratório clandestino de canetas emagrecedoras em Natal

Local funcionava disfarçado de loja de acessórios para celular e armazenava medicamentos sem registro da Anvisa; duas pessoas foram presas
Redação
29/10/2025 | 14:09

A Receita Federal e a Polícia Civil do Rio Grande do Norte desarticularam nesta terça-feira 28 um laboratório clandestino de manipulação de medicamentos, incluindo canetas emagrecedoras, que operava em uma galeria no bairro de Petrópolis, zona Leste de Natal. O espaço funcionava disfarçado de loja de acessórios para celular.

A ação foi deflagrada após a Receita Federal identificar irregularidades em uma encomenda suspeita, informação que foi repassada à Denarc. Com autorização judicial, a carga foi monitorada até o endereço final, onde as equipes acompanharam o recebimento por um homem que se apresentou como proprietário do estabelecimento.

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Laboratório clandestino funcionava disfarçado de loja em Petrópolis e manipulava substâncias sem registro da Anvisa - Foto: Reprodução

No interior da caixa, foram encontrados seis sacos plásticos com 56 frascos de tirzepatida, substância ativa do medicamento Mounjaro, sem registro na Anvisa e de procedência desconhecida. Durante a vistoria, os agentes constataram que o local era usado para o reenvase e adulteração de medicamentos.

Foram apreendidos seringas, canetas aplicadoras, frascos usados, caixas de isopor, material para assepsia e fitas adesivas com a inscrição “CUIDADO FRÁGIL”, simulando o padrão de produtos farmacêuticos originais. Os medicamentos eram armazenados fora das condições exigidas de refrigeração, entre 2°C e 8°C, o que, segundo os órgãos, representa risco à saúde dos consumidores.

A Polícia Civil informou que o ambiente apresentava características de um laboratório ilegal, onde substâncias eram manipuladas sem controle sanitário e revendidas como medicamentos originais. Também foram apreendidos contratos de locação de veículos, documentos em nome de terceiros, máquinas de pagamento, aparelhos celulares e R$ 46 mil em espécie.

Uma pessoa foi presa e será investigada por falsidade ideológica e uso de dados de terceiros para operação ilegal. Na manhã desta quarta-feira (29), uma mulher também foi detida por envolvimento na comercialização e distribuição dos produtos irregulares.

A Receita Federal e a Polícia Civil afirmaram que seguem atuando no combate à venda irregular de substâncias medicinais e à ação de grupos criminosos no estado.

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