O advogado Cezar Bitencourt, que representa o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmou ontem, em entrevista à GloboNews, que seu cliente afirmou ao STF que Bolsonaro comandava a organização criminosa indiciada pela Polícia Federal e que conhecia o plano para um golpe de Estado que envolvia os assassinatos do presidente Lula (PT), do vice Geraldo Alckmin (PSB) e do ministro Alexandre de Moraes.
Entretanto, minutos após essas declarações, o advogado recuou e negou que tenha dito que Bolsonaro sabia do plano de golpe de Estado e de execução de autoridades.
Bittencourt havia declarado também, momentos antes, que Cid confirmou informações a Moraes em depoimento no Supremo na última quinta-feira 21. “Cid tem uma linha de pensamento, a versão verdadeira dos fatos”, disse o advogado.
O advogado saiu do ar por alguns minutos e, quando voltou, recuou em relação às declarações. Após uma falha técnica que causou a interrupção da entrevista, Bittencourt negou que tivesse dito que Bolsonaro sabia de tudo. “Cid deu alguns detalhes [no depoimento]. Uma coisa para retificar. Eu não disse que o Bolsonaro sabia de tudo, até porque o tudo é muita coisa. Alguma coisa ele tinha conhecimento.”
