O suspeito de avançar por um posto de segurança durante o jantar de correspondentes da Casa Branca, no sábado 25, enviou um manifesto à família minutos antes da ação, indicando que pretendia atingir autoridades do governo, segundo informações divulgadas pela Casa Branca à CNN. O documento foi repassado à polícia pouco antes do incidente.
De acordo com a Casa Branca, o irmão de Cole Tomas Allen notificou o Departamento de Polícia de New London, em Connecticut, após receber o manifesto. Um funcionário do governo informou que a família acionou as autoridades minutos antes da tentativa.

O presidente Donald Trump comentou o caso em entrevista à Fox News neste domingo 26. “Ouvi falar sobre a situação em New London, e gostaria que tivessem nos informado um pouco antes, mas é o que é. Tínhamos um ótimo grupo de pessoas lá na noite passada. Eles foram fortes, e o Serviço Secreto, achei que foi excepcional. Eles o impediram imediatamente.”
Segundo a Casa Branca, agentes do Serviço Secreto dos Estados Unidos e da Polícia do Condado de Montgomery entrevistaram a irmã do suspeito na casa da família, em Rockville, Maryland. Ela afirmou que o irmão apresentava declarações radicais e que sua retórica mencionava um plano de fazer “alguma coisa”.
A irmã também relatou que Allen havia comprado duas pistolas e uma espingarda na empresa CAP Tactical Firearms e mantinha as armas na casa dos pais, sem o conhecimento deles.
Ainda de acordo com o relato, o suspeito frequentava regularmente um estande de tiro e integrava um grupo chamado “The Wide Awakes”. A irmã informou que ele já havia participado de um protesto anti-Trump denominado “No Kings”, na Califórnia.
A Casa Branca informou ainda que as contas de Allen nas redes sociais apresentavam conteúdo com retórica anti-Trump e anticristã.