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STF

Ministro derruba decisão do TCE que poderia gerar aposentadoria em massa de servidores públicos do RN

Decisão saiu um dia após reunião da governadora Fátima Bezerra com ministro Barroso, presidente do STF
Redação
05/04/2024 | 07:33

O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu o Acórdão 733/2023, do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN), que estabelecia o dia 25 de abril como data limite para que servidores públicos que foram contratados sem concurso público pudessem se aposentar por regimes próprios de previdência.

A decisão saiu nesta quinta-feira 4, um dia após a reunião da governadora Fátima Bezerra (PT) e outros representantes do governo com o presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso. A suspensão vale até o julgamento definitivo da causa.

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Nunes Marques acatou argumentos do governo, que vinha manifestando preocupação com efeitos da decisão do TCE. Foto: Fellipe Sampaio/STF

O governo vinha manifestando preocupação com os efeitos da decisão do TCE, caso ela fosse mantida. A gestão estadual enfatizava que o cumprimento do acórdão poderia levar 3.690 servidores a se aposentarem até 25 de abril, o que iria desfalcar órgãos do Estado.

“Isso impactará na governabilidade de pelo menos 18 órgãos, os quais poderiam ter suas atividades interrompidas ou prejudicadas por essa falta de servidores”, disse a Secretaria de Administração (Sead) em nota publicada em janeiro.

Como alternativa, o governo defende que servidores que preencherem os critérios até 25 de abril de 2024 tenham assegurado o direito de se aposentar pelo regime próprio do Estado, independentemente de quando eles desejem dar entrada no processo. O objetivo é evitar uma debandada de servidores agora, permitindo que o direito adquirido possa ser exercido quando o servidor desejar.

Em publicação nas redes sociais, a governadora comemorou a decisão de Nunes Marques.

“A Justiça acaba de decidir sobre recurso do Governo do Estado e suspendeu a decisão que obrigava os servidores estáveis à aposentadoria. Essa é uma luta que estamos assumindo para garantir os direitos dos servidores estabilizados do nosso Estado!”, escreveu a governadora, sem citar o ministro do STF, que foi indicado ao cargo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.