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Opinião

Taveira perdeu o bonde; leia opinião de Daniel Menezes

Leia opinião de Daniel Menezes
Daniel Menezes
16/02/2024 | 07:34

O prefeito de Parnamirim, Rosano Taveira, perdeu o bonde a respeito da condução da sucessão em seu grupo político. Até o presente momento, apesar das especulações, não tem um candidato para chamar de seu. Ora, já entrando em março do ano eleitoral e com vários pretendentes, bastará apontar para alguém para perder apoiadores.

JOGADO AO MAR

Taveira perdeu o bonde; leia opinião de Daniel Menezes - Foto: José Aldenir/Agora RN
Taveira perdeu o bonde; leia opinião de Daniel Menezes - Foto: José Aldenir/Agora RN

Com caminhão de provas colhidas pela última operação da Polícia Federal em torno do golpismo do governo de Jair Bolsonaro, só restou a ala “crazy” com o ex-presidente. E só eles twittaram. O presidente da Câmara, Arthur Lira, desapareceu. O do Senado, Rodrigo Pacheco, já dado ao bolsonarismo e à antivacinação, condenou a organização que buscava uma ditadura. Governadores bolsonaristas, felizes pela limpeza do terreno, sumiram. O dito mercado já é todo amor com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Os militares seguem em silêncio. A prisão cada vez mais provável de Bolsonaro já foi precificada. O mercado nem soluça. O campo da direita precisa se rearrumar sem ele. O que se distanciou nas elites foi o editorial da Folha de S. Paulo, pedindo cautela e a saída do ministro Alexandre de Moraes do inquérito. A revista Veja, hoje de propriedade do BTG Pactual, prega acomodação em busca de perdão para os criminosos. E só. Quem tem poder de mando já jogou Jair Bolsonaro ao mar.

QUEM GANHA

Caso o PL se enfraqueça para 2024, o que é pouco provável a partir das evidências postas até agora, será o Centrão o maior beneficiário na luta por mais prefeituras. Os partidos que ganharam tal denominação são os verdadeiros especialistas em disputas municipais. A esquerda costuma ir bem na competição nacional, mas seu desempenho não é o mesmo quando o assunto é a arena local.

ÚLTIMA CARTADA

O ex-presidente Jair Bolsonaro fez, a partir de gravação própria, um chamamento para ato na Avenida Paulista no dia 25 de fevereiro. Trata-se de uma defesa de si próprio. A ação representa uma tentativa de demonstração de força em face da polícia em seu calcanhar e do abandono que sofre da classe econômica e política.

FUGA

A fuga de dois prisioneiros da penitenciária de segurança máxima de Mossoró tem fortes ingredientes de colaboração interna. Se todos os protocolos forem minimamente respeitados, é absolutamente impossível evadir das dependências da instituição. O Ministério da Justiça trocou a diretoria do presídio e há uma verdadeira operação de guerra pela captura dos fugitivos. O tema é dinamite pura para o governo, já que a oposição explora a questão da segurança pública com bastante fervor.