A engenheira Samanda Alves, candidata a deputada federal pelo PT, classificou como “um retrocesso” a candidatura do ex-vice-governador Fábio Dantas (Solidariedade) ao Governo do Estado nas eleições deste ano.
A candidata critica posicionamentos de Fábio Dantas e lembra que o ex-vice-governador, quando assumiu o governo durante uma ausência do então governador Robinson Faria, defendeu a aprovação de um pacote de ajustes econômicos que ganhou o nome de “PEC da Maldade”.

A medida previa aumento da contribuição previdenciária dos servidores do Estado para até 14% e a possibilidade de demissão de servidores estáveis, entre outras medidas.
Em entrevista ao AGORA RN nesta segunda-feira 12, Samanda Alves afirmou que Fábio Dantas nunca foi um vice-governador figurativo, tendo em vista que ele participava das discussões e influenciava na tomada de decisão na gestão Robinson Faria, segundo ela. Fábio tem dito que não tinha voz ativa no governo Robinson, e sim o PT, que indicou secretarias e cargos antes do rompimento político.
“Todo mundo sabe que ele não foi um vice-governador figurativo, ele foi o vice que foi ouvido dentro do governo. Nós sabemos que Fábio Dantas representa o Robinson Faria. E as pesquisas estão mostrando que as pessoas já entenderam o que significa a candidatura dele: um retrocesso e atraso”, disse.
De acordo com a petista, “Fábio Dantas não só para a gente do PT, mas para todo o Rio Grande do Norte, como as pesquisas têm mostrado, é um Control C + Control V do governo do atraso, que o Rio Grande do Norte se libertou em 2018”, disparou.
A candidata registra que Fábio Dantas fez parte de um governo que encerrou devendo quatro folhas salariais de servidores (duas integrais e duas parciais). A dívida só foi quitada neste ano pela gestão de Fátima Bezerra.
Samanda Alves recordou que Fábio Dantas assumiu interinamente a chefia do Executivo Estadual em 2017. A transmissão de cargo aconteceu em razão da ausência do governador Robinson Faria, que viajou em missão oficial para a China.
“Na oportunidade em que ele assumiu o governo do Estado, no momento que o então governador Robinson Faria estava em viagem, o que ele fez foi tratar de sugerir maldade para os servidores públicos do Rio Grande do Norte, que naquela época foi a reforma da previdência, em um tom em que só quem pagava a conta do rombo da previdência era o funcionalismo público”, lamentou a candidata.