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Golpe

Empresários bolsonaristas defendem golpe de Estado e são alvo de ação da PF

Dentre empresários, pelo menos dois possuem negócios no Rio Grande do Norte: Luciano Hang, da Havan, e Marco Aurélio Raimundo, da Mormaii
Redação
24/08/2022 | 07:29

A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra empresários bolsonaristas acusados de defender, em um grupo de WhatsApp nomeado como “Empresários & Política” um golpe de Estado caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vença Jair Bolsonaro (PL) nas eleições gerais de outubro. Dentre os empresários pelo menos dois possuem negócios no Rio Grande do Norte: Luciano Hang, da Havan e Marco Aurélio Raimundo, da Mormaii.

A operação foi autorizada por Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O caso envolvendo os empresários teve início após as mensagens do grupo com os empresários e apoiadores do Chefe do executivo serem reveladas pelo colunista Guilherme Amado, conforme reportagem do Metrópoles.

luciano hang
Empresários apoiadores de Bolsonaro passaram defender abertamente um golpe de Estado, caso Lula vença eleição. Foto: Reprodução/Facebook

O empresário Luciano Hagan chegou a ter seu indiciamento proposto na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 por incitação ao crime. Ele foi acusado de disseminar notícias falsas e defender o tratamento sem eficácia científica comprovada para no combate a covid-19. Luciano Hagan perdeu a mãe em no início deste ano em decorrência da doença, contudo, durante os trabalhos da CPI foi observado que a doença não constava no atestado de óbito da mãe.

Em junho passado, a instalação de uma réplica da Estátua da Liberdade norte-americana na fachada da loja, na entrada da cidade, às margens da BR-101, gerou intenso debate nas redes sociais quanto à legalidade da peça.

Em entrevista concedida à Folha de São Paulo, Hang confirmou fazer parte do grupo de whatsapp, porém negou intenções golpistas. De acordo com reportagem da revista Forbes, o empresário tem um patrimônio de R$ 14,3 bilhões. Ele foi flagrado no escândalo de sonegação fiscal conhecido como Pandora Papers, quando foi descoberto que Hang manteve, por quase 20 anos, empresa em paraíso fiscal no valor de US$ 112,6 milhões, o equivalente a R$ 416 milhões.

Já as peças da Mormaii, marca de roupas de surfe do empresário Marco Aurélio Raimundo, que também integra o grupo de empresários que defenderam o golpe, são encontradas no varejo tanto da capital potiguar, no comércio de rua e shoppings, quanto em cidades do municípios do interior do Rio Grande do Norte.

Além de Luciano Hang e Marco Aurélio Raimundo, também integram o grupo de whatsapp formado por empresários que cogitaram um golpe de Estado, o dono da rede de shopping Multiplan, José Isaac Peres; o proprietário da Construtora W3, Ivan Wrobel; o dono do Barra World Shopping, José Koury; do Grupo Serra, André Tissot; da Tecnisa, Meyer Nigri; e o proprietário do Grupo Coco Bambu, Afrânio Barreira.

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