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Política

Jurista Erick Pereira rebate marketing de Rogério Marinho

Para Erick Pereira, há indícios de que verbas federais eram direcionadas para aliados de Marinho. Felipe Cortez afirma que não há discriminação e que ação é eleitoreira
Redação
18/08/2022 | 06:53

O advogado Erick Pereira, que atua na defesa do candidato ao Senado Federal Carlos Eduardo Alves (PDT), explicou em vídeo nesta quarta-feira 17 qual o objetivo da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) protocolada na Justiça Eleitoral contra Rogério Marinho (PL). Para ele, a ação tem o objetivo de investigar se Rogério beneficiou apenas os “amigos do rei” enquanto era ministro de Desenvolvimento Regional.

“O objetivo dessa ação de investigação eleitoral é evitar discriminação, evitar que verbas federais apenas sejam direcionadas para amigos do rei. Só vai para quem apoia o atual governo federal. Nós queremos, com essa investigação, que se levante porque não está sendo distribuído de forma igual. Todos os municípios devem receber de forma proporcional, igual, e não fazer como vem sendo feito, direcionada e escolhida pelo candidato do Governo Federal”, afirmou o advogado.

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Erick: “Ação de Carlos é para investigar discriminação contra quem não apoia Rogério" (Foto: Reprodução)

E continua: “Essa discriminação tem que ser combatida. Ela quebra o princípio da igualdade, quebra o equilíbrio da eleição. Os indícios são que existem direcionamentos dentro dessa distribuição, privilegiando uns em detrimento de outros. Precisamos combater essa forma de discriminar os municípios que não estão apoiando o atual Governo Federal. Por que os amigos do rei têm direito a essa verba, e não todos que fazem parte do Rio Grande do Norte?”

Advogado de Rogério nega “discriminação” de prefeitos

O advogado Felipe Cortez, que representa o candidato ao Senado Rogério Marinho (PL), rebateu as declarações do advogado Erick Pereira, representante do candidato adversário Carlos Eduardo Alves (PDT), sobre a ação protocolada na Justiça Eleitoral que aponta possível ato de abuso de poder político e econômico por parte de Rogério quando era ministro do Desenvolvimento Regional.

Em um vídeo gravado nesta quarta-feira 17, Felipe Cortez afirma que, ao arrolar como testemunhas no processo prefeitos adversários de Rogério Marinho, a ação de Carlos Eduardo demonstra que não houve discriminação por parte do então ministro na destinação de verbas para o Rio Grande do Norte. “Não houve nenhuma discriminação. A ação serve apenas de palanque eleitoral”, afirma o advogado.

Felipe Cortez ainda argumenta que “a ação tenta convencer o Poder Judiciário que Rogério Marinho fez, pelo poder que detinha junto à administração federal, uma mudança na lei federal que rege a Codevasf para incluir na seara de competências da companhia, o estado do RN”.