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Investigação

PF faz operação no RN e em mais 6 estados contra tráfico internacional de drogas

Foram apreendidos cerca de 4 toneladas de cocaína no RN; Justiça determinou bloqueio de R$ 169,6 milhões de suspeitos
Redação
14/07/2022 | 08:42

Cerca de 350 policiais federais, 20 policiais do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar do Rio Grande do Norte (BOPE-PM/RN) e 8 policiais penais estiveram nas ruas do estado para desarticular uma organização criminosa especializada no tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. Foram apreendidos cerca de 4 toneladas de cocaína em Areia Branca, no Oeste potiguar.

Segundo a Superintendência da Polícia Federal do Rio Grande do Norte, o grupo atuava nos terminais portuários do Nordeste e Sudeste, principalmente, tendo como bases as regiões de Natal, no RN, Salvador na Bahia e em São Paulo, na Baixada Santista.

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PF: grupo atuava nos portos do Nordeste e do Sudeste/Créditos: Reprodução

Os agentes que atuaram na Operação Maritimum, deflagrada nesta quarta-feira 13 pela Polícia Federal, cumpriram 46 mandados de prisão preventiva e 90 mandados de busca e apreensão. Todos foram expedidos pela 2ª Vara Criminal da Justiça Federal/RN e foram cumpridos nos estados do Rio Grande do Norte, São Paulo, Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro, Ceará e Pará. Na operação, a PF também contou com apoio do Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP/RN).

Segundo a PF, as investigações, que começaram no fim de 2021, identificaram um grupo logístico responsável pelo transporte e armazenamento da droga oriunda da fronteira do Brasil com os países produtores. Na sequência os traficantes realizavam a “contaminação” de contêineres, com a colocação dos entorpecentes nas cargas de frutas e outras mercadorias que teriam como destino os portos da Europa.

Ao longo do inquérito policial houve apreensões de drogas nos Portos de Santos/SP, Salvador/BA, Natal/RN, Fortaleza/CE e Barcarena/PA, além da interceptação de cargas nos países europeus de destino como Bélgica, França e Países Baixos. Ao todo, no curso da investigação, foram apreendidas cerca de 8 toneladas de cocaína. Ainda nas investigações, a PF identificou que três dos maiores traficantes em atividade no Brasil eram os destinatários dessa droga no exterior, um deles preso na Hungria.

Além dos integrantes do núcleo operacional da quadrilha, pessoas físicas e empresas foram usadas “para lavar o dinheiro do crime, ocultando e dissimulando a origem dos valores ilícitos com o objetivo de criar uma rede estruturada de tráfico internacional de drogas por intermédio da exportação de mercadorias. Nesse ponto, foi deferido o bloqueio do valor de R$ 169,6 milhões nas contas dos investigados”.

Os presos foram encaminhados para as sedes da Polícia Federal no RN, São Paulo, Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro, Ceará e Pará, e responderão na medida das suas participações, entre outros crimes, integrar organização criminosa, tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro.

Alguns dos mandados foram cumpridos dentro da Cadeia Pública de Natal. O nome da Operação Maritimum “é uma alusão ao modus operandi da organização, que utilizava o transporte marítimo para exportar cocaína aos portos europeus”.

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