Diante do aumento no número de casos e internações por Covid-19, a Prefeitura de Parnamirim, na Grande Natal, deve abrir nos próximos dias 25 novos leitos hospitalares para atender pacientes com o novo coronavírus. A informação foi confirmada nesta terça-feira 23 ao Agora RN pela secretária de Saúde do município, Terezinha Rêgo.
Os leitos devem começar a funcionar até o fim desta semana. Serão 15 novos leitos no Hospital Municipal de Campanha, totalizando 30 leitos clínicos; e mais 10 leitos no Hospital-Maternidade do Divino Amor, totalizando 20 leitos, sendo que os outros 10 já em funcionamento são de terapia intensiva (UTI).

O efetivo funcionamento dos leitos depende da contratação de profissionais de saúde. Um processo seletivo foi aberto no início do mês pela prefeitura para escolher enfermeiros, fisioterapeutas, técnicos e outros servidores. Na semana passada, encerrou o prazo para que candidatos apresentassem a documentação exigida no edital. Agora, os currículos estão sendo analisados pela Secretaria Municipal de Saúde.
A rede de atendimento a pacientes com Covid-19 em Parnamirim está superlotada há várias semanas seguidas. Desde janeiro, por causa da alta na procura, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Nova Esperança tem suspendido o atendimento para novos pacientes, focando apenas nos casos mais graves.
Outras unidades, como o Hospital Márcio Marinho e o Centro de Saúde Suzete Cavalcanti, além do Hospital-Maternidade do Divino Amor, estão frequentemente com 100% de ocupação.
Além da demanda, a abertura de novos leitos também atende a um pedido do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN). Nesta terça, o órgão publicou no Diário Oficial do Estado uma lista de recomendações à prefeitura, entre elas a ampliação da rede assistencial para pacientes com Covid-19.
A recomendação, assinada pela promotora Luciana Maciel, pede também que a prefeitura aumente a oferta de testes para Covid-19 em unidades básicas de saúde e nos hospitais do município, especialmente para pacientes graves, para agilizar o processo de transferência para um leito de UTI, quando necessário. A promotora cobra, ainda, que as unidades básicas não restrinjam o atendimento para pacientes que moram em outro bairro.
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