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Alarme

Governo decreta situação de emergência por incêndio em Portalegre e Viçosa

Somente em outubro, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais registrou 60 focos de incêndios no Rio Grande do Norte
09/10/2019 | 18:27

O Governo do Rio Grande do Norte decretou situação de emergência nos municípios de Portalegre e Viçosa, por 90 dias, em decorrência do aumento do número de incêndios florestais. O decreto pode ser prorrogado por igual período. O texto será publicado em edição extraordinária do Diário Oficial ainda nesta quarta-feira (9).

O fogo, que atinge uma serra entre os dois municípios, teve início na segunda-feira, 7, e continua fora de controle. Já são mais de 40 horas de combate aos focos de incêndios, que estão espalhados pela região.

GoveRio Grande do Norteo decreta situação de emergência por incêndio em Portalegre e Viçosa - Agora RN

Pelo menos 40 militares estão trabalhando no local com a ajuda de voluntários, carros-pipa e máquinas cedidos pela Prefeitura. Equipe da Defesa Civil que está no município trabalha junto às coordenadorias de Defesa Civil de Portalegre e de Viçosa.

Foi elaborado plano de ação que inclui o uso de drone para levantamento da área atingida e mapeamento dos locais de mais fácil acesso aos focos de incêndio.

Além do aumento do número de incêndios, a medida considera os graves danos provocados à fauna e à flora, a dificuldade na recuperação natural das áreas devastadas pelo fogo, agravamento da situação hídrica do estado e o impacto socioeconômico no setor agropecuário.

O decreto permite ao Corpo de Bombeiros contratar, mediante dispensa de licitação, as obras e os serviços necessários a mitigar as consequências provocadas pelos incêndios, além da aquisição de materiais e equipamentos necessários ao combate às queimadas. Será possível também adotar medidas preventivas junto aos municípios, dentre elas a formação e treinamento de brigadas de incêndio e ações educativas para a população.

Incêndios

Neste mês de outubro, até esta terça-feira (8), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registrou 60 focos de incêndios no Rio Grande do Norte.

Em agosto e setembro foram 52 e 81, respectivamente, contra um foco em junho e quatro em julho. Isso porque o último trimestre do ano é o período mais quente, com baixa umidade relativa do ar, aumento da intensidade dos ventos e, consequentemente, mais propício ao surgimento de focos de incêndio.