A hérnia de disco, uma ruptura que leva à compressão da raiz nervosa, provocando o quadro que todo mundo conhece por ciática, arrasta todos os anos mais de 2 milhões de pessoas para as clínicas especializadas. Não é à toa que representa 90% dos problemas ligados à coluna no Brasil.
Desde que ingressou no seleto grupo dos médicos no País que operam as patologias da coluna espinhal se valendo da técnica alemã da cirurgia endoscópica, o neurocirurgião potiguar Márcio Ramalho da Cunha vem aumentando consideravelmente os compromissos em congressos nacionais e internacionais.

Aos 53 anos, o especialista que clinica no Trauma Center, em Natal, desde o ano passado ganhou o circuito de congressos internacionais, onde ele ensina a abordagem laparoscópica da tão temida e popular hérnia de disco.
Agora mesmo, Márcio se encontra em Lisboa dando palestras sobre o tema e lá segue para Mumbai, na Índia, onde participa de outro evento como palestrante da técnica que ele aprendeu anos atrás na Alemanha, onde o potiguar é pós- graduado pela Frei Universitat of Berlim.
Depois do Treinamento Minimamente Invasivo da Coluna, concluído do Space Coast Pain Intitute Merritt Island, na Flórida, e mais de 400 cirurgias realizadas, Márcio adquiriu a credibilidade profissional para ensinar a outros médicos a técnica.
Formado pela UFRN, explica que o procedimento, quando menos invasivo ele for, livra o paciente dos perigos de uma infecção hospitalar, além de garantir um pós operatório mais rápido e menos doloroso para o paciente.

Muitas pessoas não tem noção da gravidade da doença, que pode ser definida como o deslocamento do núcleo gelatinoso de um disco vertebral por uma pequena abertura no invólucro exterior mais rígido.
Em alguns casos, segundo Márcio, a patologia pode ser assintomática, ou seja, não apresentar sintomas, o que dificulta eventualmente o diagnóstico. Em outros casos, as terminações nervosas próximas ao nervo podem ser comprimidos, e ocasionar dores, dormência na região ou até mesmo fraqueza nos braços e pernas.
O diagnóstico pode ser feito com exames laboratoriais e de imagem, como a ressonância magnética, e nem todos os casos necessitam de cirurgia. O tratamento também pode ser feito com medicamentos e fisioterapia, dependendo da gravidade do deslocamento.
“Um dos fatores determinantes para o desenvolvimento da patologia discal é o genético”, explica o especialista que, entre outros títulos, é membro titular da Sociedade Brasileira de Coluna.