Concebido nacionalmente para interagir com empreendedores, startups, especialistas, mercado e comunidade no desenvolvimento de ideias inovadoras e remodelagem de negócios, o Sebrae Lab finalmente chega ao Rio Grande do Norte.
A inauguração, que acontece em março, antecede a Campus Party, marcada para abril em Natal e que reúne jovens geeks em torno do grande festival de Inovação, Criatividade, Ciências, Empreendedorismo e Universo Digital, evento nacional encerrado na semana passada na capital paulista,

Com 150 metros que estão sendo construídos na área central do prédio do Sebrae, em Lagoa Nova, com dois andares e uma estrutura móvel para se amoldar às necessidades, o espaço foi imaginado para ser apropriado pela comunidade, diz Carlos von Sohsten, gestor do projeto de startups e Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) no Sebrae local desde 2008.
São 70 incubadoras, 40 startups que operam fora dessas incubadoras e cerca de 20 empresas de Tecnologia da Informação, todas locais.
Carlos von Sohsten, que é precursor dessa atividade no Sebrae RN, começou a atuar no segmento em 2008, quando criou o primeiro projeto setorial para atender esse público. “No projeto de startups a gente começou a surfar em 2012, mesma época em que iniciou o boom delas no Brasil”, lembra.
Começando pelo eixo São Paulo/Rio, von Sohsten diz que Natal está entre as pioneiras em iniciativas de fomento de negócios nessa área. Acompanhe a entrevista.
Jornal Agora RN: É possível projetar a importância econômica do segmento da inovação no Rio Grande do Norte?
Carlos von Sohsten: Não é possível fazer uma projeção dessa natureza, ainda. Trata-se de um segmento dinâmico, onde o risco praticamente inexiste. Muitas iniciativa começam todos os dias e muitas desaparecem quando os resultados não chegam. Muitos empreendedores dão início então a outras tentativas. É assim em toda a parte do mundo.
JARN: Quem são os parceiros nessa área?
CvS: Nossos principais parceiros são as incubadoras, mas também prefeituras e governo, na parte de investimentos em inovação. Grande empresas como o Google, a IBM e Amazonan, entre outras, são parceiros permanentes. E, localmente, já há um grupo de investidores anjo se organizando para patrocinar boas ideias.
JARN: Há muitos segmentos?
CvS: Na área de tecnologia e inovação as possibilidades são vastíssimas, tanto que não as segmentamos mais. Há, por exemplo, startups que exploram o segmento de turismo, outras no segmento de gestão. Não é possível nem enumerá-las. Como eu já disse, elas surgem o tempo todo, muitas abrem, muitas mudam. Tem para o agronegócio, tem para segurança patrimonial – inclusive, um caso de sucesso nessa área.