O fenômeno El Niño atingiu intensidade muito forte em diferentes regiões do Oceano Pacífico Equatorial e pode influenciar o período chuvoso de 2027 no Rio Grande do Norte e em outros estados do Nordeste. A avaliação é da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn), com base em análise divulgada na terça-feira 3.
Segundo o levantamento, as temperaturas das águas superficiais do Pacífico registraram anomalias de até 4,6°C acima da média, indicando o fortalecimento do fenômeno.

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Projeções de institutos meteorológicos dos Estados Unidos e da Europa apontam probabilidade próxima de 100% de que o atual episódio de El Niño continue até o trimestre de fevereiro, março e abril de 2027. A expectativa é que condições de neutralidade climática comecem a se estabelecer entre abril e junho do próximo ano.
A continuidade do fenômeno chama a atenção para o próximo período chuvoso no Nordeste, previsto para ocorrer entre fevereiro e maio de 2027. No entanto, a Emparn ressalta que ainda não é possível dimensionar os possíveis efeitos do El Niño sobre as precipitações na região.
Isso porque as condições do Oceano Atlântico Tropical também influenciam a distribuição e a ocorrência das chuvas no Nordeste. Como ainda não há previsões precisas sobre o comportamento desse oceano nos próximos meses, não é possível determinar como será a influência conjunta dos fenômenos sobre o regime de chuvas.
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Monitoramento do El Niño
A Unidade Instrumental de Meteorologia da Emparn acompanha semanalmente as condições oceânicas e atmosféricas com base em informações de instituições internacionais, como a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) e o Climate Prediction Center.
O monitoramento permite observar a evolução do El Niño e avaliar possíveis reflexos sobre as condições climáticas do Rio Grande do Norte e do Nordeste brasileiro.
A análise divulgada em 3 de novembro foi elaborada pelo meteorologista Gilmar Bristot.
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