O diretor-geral do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, Geraldo Neto, negou que a unidade esteja enfrentando uma situação de caos após a circulação de imagens que mostravam ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) concentradas no pátio do hospital, em Natal.
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Em publicações no Instagram, ele afirmou que o vídeo retratava um momento específico de movimentação e anunciou que a instituição está em processo de aquisição de 30 novas macas para reduzir os problemas relacionados à retenção desses equipamentos.
Segundo Geraldo, as imagens foram divulgadas sem considerar a situação posterior do hospital. Ele afirmou que, duas horas depois do registro, o pátio já estava vazio.
O diretor reconheceu que o Walfredo Gurgel enfrenta superlotação, mas assegurou que a assistência aos pacientes foi mantida. “Ninguém deixou de ser atendido na unidade”, afirmou. Segundo ele, os pacientes que precisaram de exames e procedimentos tiveram acesso aos serviços, apesar da demanda elevada.
Geraldo também apresentou imagens das câmeras de segurança do hospital, que mostravam apenas três ambulâncias no pátio naquele momento (cerca de 18h de domingo 1º). Ressaltou que a presença dos veículos não significa necessariamente retenção de macas, uma vez que as equipes podem estar realizando atendimentos ou acompanhando pacientes em procedimentos.
O diretor afirmou ainda que mantém contato direto com as coordenações do Samu Natal e do Samu RN para resolver situações de acúmulo de ambulâncias. Citou uma força-tarefa realizada após o domingo das eleições para liberar equipamentos e reduzir a concentração de veículos.
Compra de macas
Para minimizar o problema, Geraldo anunciou a aquisição de 30 macas destinadas ao hospital. Ele reconheceu, entretanto, que a medida não será suficiente para solucionar as dificuldades estruturais da unidade. “Isso resolve os nossos problemas? De jeito nenhum. É só mais uma das medidas que a gente vai tomar para poder amenizar o impacto da situação”, acrescentou.
Segundo o diretor, a principal necessidade é ampliar a disponibilidade de leitos clínicos e de terapia intensiva na rede de saúde, permitindo a transferência de pacientes que permanecem no hospital aguardando continuidade do tratamento.
Geraldo explicou também que as equipes do Samu possuem macas reservas, utilizadas para substituir temporariamente os equipamentos que permanecem com pacientes. Conforme o diretor, quando uma maca oficial fica retida, sua liberação recebe prioridade.
Ele defendeu que a solução para a superlotação depende de medidas em toda a rede assistencial, incluindo fortalecimento da atenção primária e ampliação da capacidade de internação.
“Muitas vezes as pessoas atacam o Walfredo e acham que o problema está da porta para dentro. Está não. Eu arrisco dizer que ele está da porta para fora, e principalmente porque existe uma falta de entendimento de que a promoção e prevenção ainda são os melhores caminhos para que a gente distensione a alta complexidade”, enfatizou.
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