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Justiça

Justiça arquiva investigação por feminicídio contra namorado de Isabelle Caracristi

João Munhoz Neto continua respondendo por violência psicológica e fraude processual; ele permanece em liberdade com tornozeleira eletrônica
Agora RN
23/10/2026 | 09:46

A Justiça do Ceará determinou o arquivamento da investigação contra João Munhoz Neto pelos crimes de feminicídio e indução ao suicídio relacionados à morte da namorada, Isabelle Caracristi, de 22 anos. A decisão foi tomada na terça-feira 20 pela 5ª Vara do Júri de Fortaleza. João continua respondendo por violência psicológica contra a mulher e fraude processual, em liberdade e com uso de tornozeleira eletrônica.

O juiz Wyrllenson Flavio Barbosa Soares acolheu o pedido do Ministério Público do Ceará (MPCE) e concluiu que “o conjunto probatório carreado aos autos demonstra a ausência de justa causa para a deflagração de persecução penal por crime doloso contra a vida”. O processo foi encaminhado aos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Fortaleza para análise dos crimes remanescentes.

João Munhoz Neto teve a investigação por feminicídio e indução ao suicídio arquivada pela Justiça do Ceará, mas continua respondendo por violência psicológica e fraude processual. - Foto: reprodução
João Munhoz Neto teve a investigação por feminicídio e indução ao suicídio arquivada pela Justiça do Ceará, mas continua respondendo por violência psicológica e fraude processual. - Foto: reprodução

Isabelle foi encontrada morta em 13 de setembro, no condomínio onde morava com João, em Fortaleza. O inquérito, concluído em 30 de setembro, reuniu 17 laudos periciais e depoimentos de 29 pessoas. A Polícia Civil concluiu que a morte ocorreu por suicídio e indiciou João por violência psicológica e fraude processual, mas não por indução ao suicídio.

João chegou a ser preso em 22 de setembro, por suspeitas relacionadas à violência psicológica, indução ao suicídio e interferência nas investigações. Ele foi solto em 1º de outubro, mediante medidas cautelares, incluindo monitoramento eletrônico.

O Ministério Público afirmou que “não foram produzidos elementos probatórios que evidenciem a existência de dolo de matar ou de assunção consciente do risco de produzir o resultado morte por parte do investigado”.

A advogada Lígia Peixe, que representa João, afirmou que “a decisão judicial confirma o arquivamento das acusações de feminicídio e induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio. A defesa seguirá trabalhando para demonstrar, com base nas provas e nos elementos técnicos, a inocência de João Munhoz Neto”.

O advogado Ravi Ramier também se manifestou: “a defesa capitaniada pela Dra. Lígia Peixe seguirá firme na demonstração da inocência de João Munhoz Neto, também quanto às imputações remanescentes”.

A defesa nega que João tenha tentado atrapalhar as investigações e afirma que ele disponibilizou seu telefone para perícia. Também contesta a acusação de violência psicológica. O caso ganhou repercussão após a mãe de Isabelle divulgar um vídeo cobrando explicações e justiça pela morte da filha.