Uma mulher em tratamento contra o câncer perdeu cerca de R$ 23 mil após cair no golpe do falso advogado, na quarta-feira (21), em Mossoró, no Oeste do Rio Grande do Norte. O dinheiro seria utilizado para custear despesas do tratamento, incluindo exames que não são disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Identificada como Helena Maria, a vítima contou que estava no Hospital Wilson Rosado para marcar exames quando recebeu uma ligação de uma pessoa que se passou pelo advogado responsável por um processo judicial no qual ela teria valores a receber.

Acreditando que conversava com o profissional que acompanhava o caso, ela forneceu informações que, segundo seu relato, permitiram aos criminosos acessar sua conta bancária.
Segundo Helena, os golpistas retiraram R$ 16 mil de sua conta. Além disso, um empréstimo de R$ 7,2 mil teria sido contratado em seu nome, elevando o prejuízo total para aproximadamente R$ 23 mil.
A mulher relatou que havia guardado o dinheiro para pagar despesas médicas, especialmente exames que precisam ser realizados fora da rede pública. Ela também afirmou que o marido está desempregado, o que aumenta as dificuldades financeiras da família.
Helena contou que já enfrentou câncer em uma das mamas e, cerca de seis meses depois, recebeu o diagnóstico na outra. Segundo seu relato, a doença também atingiu o pulmão.
Nesse tipo de fraude, criminosos se passam por advogados ou integrantes de escritórios jurídicos e entram em contato com pessoas que possuem processos na Justiça. Eles utilizam informações reais para convencer as vítimas de que há valores a receber e, durante a abordagem, solicitam dados ou orientam procedimentos bancários.
A recomendação é desconfiar de ligações e mensagens que solicitem senhas, códigos de segurança, transferências ou pagamentos para liberar supostos valores judiciais. Antes de fornecer informações, é importante confirmar a solicitação diretamente com o advogado, utilizando um contato já conhecido.
Quem identificar movimentações suspeitas deve comunicar imediatamente o banco, contestar as operações não reconhecidas e registrar um boletim de ocorrência.