Uma polêmica envolvendo o senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) e Nossa Senhora Aparecida ganhou repercussão nas redes sociais nesta semana. Publicações passaram a associar o candidato a um projeto de lei que previa alterar a referência à santa como Padroeira do Brasil.
O conteúdo, porém, resgata uma proposta apresentada em 2007 pelo então deputado federal Professor Victório Galli. O Projeto de Lei (PL) 2.623/2007 pretendia alterar a legislação relacionada ao feriado de 12 de outubro para substituir a expressão “padroeira do Brasil” por “padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”. A proposta foi arquivada pela Câmara dos Deputados em agosto de 2008.

Flávio Bolsonaro negou ter qualquer relação com uma proposta para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. Em vídeo publicado nas redes sociais na quinta-feira 24, o candidato afirmou que não existe projeto com esse objetivo relacionado a ele.
A repercussão ocorreu após comentários e publicações nas redes sociais relacionarem a candidatura de Flávio ao antigo projeto. A CNN Brasil informou que a equipe jurídica da campanha avalia acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e identificar os perfis responsáveis pela disseminação do conteúdo.
O episódio também envolveu a GloboNews. Segundo informações divulgadas nesta sexta-feira 25, o canal pediu desculpas e corrigiu um comentário feito no programa “Em Pauta” que contribuiu para a circulação da associação entre Flávio Bolsonaro e a proposta.
O projeto que voltou a circular nas redes não foi apresentado por Flávio Bolsonaro. O texto é de autoria de Professor Victório Galli, que era deputado federal quando apresentou a proposta, e deixou de tramitar após ser arquivado pela Câmara.
A discussão ocorre durante a campanha eleitoral de 2026 e envolve a relação entre religião e política. Em declaração recente, o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Jaime Spengler, afirmou que a Igreja Católica não manifesta preferência por candidatos ou partidos e criticou a mistura entre religião e política.