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Indústria de defesa

Startup americana monta nos Emirados fábrica de interceptadores de US$ 5 mil para derrubar drones iranianos

Guardian deriva de projeto ucraniano, usa peças impressas em 3D e é comparado pela empresa a montagem de Lego
Agora RN
01/09/2026 | 16:51

Em um pequeno armazém nos Emirados Árabes Unidos, trabalhadores cumprem jornadas de 12 horas encaixando componentes impressos em 3D. O produto final é um interceptador capaz de atingir drones iranianos a velocidades de até 320 km/h. A operação, iniciada no mês passado, sintetiza uma mudança em curso na indústria global de defesa: produzir armas mais simples, baratas e próximas dos locais onde serão utilizadas.

A instalação é operada para a Powerus, startup de West Palm Beach, na Flórida, que desenvolveu o Guardian — um pequeno míssil projetado para colidir diretamente com ameaças aéreas antes que elas atinjam seus alvos. Cada unidade custa cerca de US$ 5 mil.

Trabalhadores montam com alicates os componentes de interceptadores de drones sobre uma bancada
Montagem de interceptadores de drones nos Emirados Árabes Unidos, primeira fábrica da Powerus no Oriente Médio. Foto: Reprodução

O equipamento deriva de um projeto ucraniano que se mostrou eficaz contra drones iranianos Shahed utilizados pela Rússia. A proposta da empresa é reduzir custos e acelerar a fabricação por meio de componentes disponíveis comercialmente, como microchips e módulos de localização GPS, além de uma montagem simplificada, comparada pela companhia ao encaixe de peças de Lego.

O Guardian não tem capacidade para enfrentar mísseis balísticos, tarefa desempenhada por sistemas mais sofisticados, como o PAC-3, da Lockheed Martin. A aposta comercial da Powerus está em outro tipo de ameaça: os drones Shahed, empregados em grande escala pelo Irã.

A fábrica nos Emirados é a primeira da companhia no Oriente Médio e integra um plano de expansão internacional.

O caso foi publicado na edição desta terça-feira 1º do jornal O Correio de Hoje.