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Eleições 2026

Lula exalta governo e Flávio busca voto feminino na estreia da propaganda na TV

Programas exibidos neste sábado 29 combinam ataques, realizações, segurança e apelos às mulheres; petista tem 5min31s, e candidato do PL, 4min20s
Agora RN
29/08/2026 | 16:52

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) apresentaram neste sábado 29 as primeiras propagandas eleitorais de suas campanhas à Presidência da República na televisão. Os dois candidatos, que ocupam as primeiras posições nas pesquisas nacionais, adotaram estratégias diferentes: o presidente defendeu resultados do governo e projetou um quarto mandato, enquanto o senador investiu na apresentação pessoal, no eleitorado feminino e em críticas à segurança, ao custo de vida e ao endividamento.

Também participaram do bloco os candidatos Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante). A ordem da primeira exibição, definida por sorteio, foi Avante, PSD, PL e a coligação Brasil Pronto pra Mais, de Lula. O plano de mídia publicado pelo Tribunal Superior Eleitoral reserva 12 minutos e 30 segundos para cada bloco presidencial.

Lula e Flávio Bolsonaro aparecem lado a lado em montagem sobre a eleição presidencial de 2026.
Lula e Flávio Bolsonaro aparecem em montagem usada para ilustrar a disputa presidencial de 2026 — Fotos: Ricardo Stuckert/PR e Reprodução/Instagram

Lula compara trajetórias e defende resultados

O programa de Lula começou com ataques ao principal adversário. A campanha petista mencionou o pedido de apoio financeiro feito por Flávio ao banqueiro Daniel Vorcaro para o projeto do filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro, além do caso conhecido como “rachadinha” e de uma homenagem concedida pelo então deputado estadual a Adriano da Nóbrega. As referências foram apresentadas como acusações políticas da campanha; Flávio nega irregularidades.

Na sequência, Lula recorreu à própria trajetória. O presidente leu uma carta dirigida ao “Lula de 1979”, período em que liderava greves de metalúrgicos no ABC Paulista, e relacionou esse passado aos três mandatos já exercidos no Palácio do Planalto. O material afirmou que o governo recebeu um país “destruído” e destacou, entre os resultados reivindicados pela campanha, a geração de empregos, o controle da inflação e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.

“A gente reconstruiu o Brasil, mas ainda não está satisfeito”, disse Lula antes de apresentar o lema de que o País está “pronto para muito mais”. O programa também tratou de segurança pública, citou operações contra organizações criminosas e defendeu uma nova etapa de desenvolvimento apoiada em tecnologia, soberania e fortalecimento da indústria.

O fim da escala de trabalho 6×1 e o enfrentamento à violência contra a mulher apareceram entre as bandeiras. A primeira-dama Janja da Silva participou do vídeo para falar das ações do governo dirigidas às mulheres. A abordagem reforçou a tentativa da campanha de combinar realizações administrativas com promessas para um eventual quarto mandato.

Flávio apresenta família e fala em “Brasil real”

Flávio iniciou o programa prevendo que Lula mostraria “muita cena bonita” e diria que tudo melhorou. Em seguida, afirmou que apresentaria o que chamou de “Brasil real”, associando o governo a medo da violência, avanço das facções criminosas, empresas em dificuldade e famílias endividadas. “Até a pizza o povo está tendo que parcelar”, declarou.

A maior parte do tempo do candidato do PL foi dedicada à biografia e à família. A propaganda mencionou sua formação cristã, a graduação em Direito, quatro mandatos como deputado estadual no Rio de Janeiro e a passagem pelo Senado. Jair Bolsonaro apareceu de forma breve, enquanto a dentista Fernanda Bolsonaro, mulher do candidato, e Rogéria Bolsonaro, mãe de Flávio, tiveram espaço maior.

Fernanda relembrou o relacionamento, o nascimento das duas filhas do casal e apresentou o marido como um “Bolsonaro moderado”. O recurso procurou diferenciar o senador do pai e aproximá-lo das eleitoras, grupo no qual Lula registra vantagem em diferentes levantamentos. Segurança pública permaneceu como a principal bandeira programática da apresentação.

Caiado e Cury completam o bloco

Ronaldo Caiado usou seus dois minutos para apresentar a trajetória de médico e político e defender os resultados de sua gestão em Goiás, sobretudo nas áreas de segurança e educação. O candidato também recordou a primeira disputa presidencial, em 1989, e se colocou como oposição ao governo Lula.

Augusto Cury teve 35 segundos. O escritor criticou a polarização e apresentou o lema “Não tem cura sem escuta”, com uma defesa do diálogo entre os brasileiros.

Tempos e próximos programas

Lula dispõe de 5 minutos e 31 segundos em cada bloco; Flávio, de 4 minutos e 20 segundos; Caiado, de 2 minutos e 2 segundos; e Cury, de 35 segundos. Além dos programas em rede, o TSE distribuiu 980 inserções presidenciais de 30 segundos ao longo da campanha: 434 para a coligação de Lula, 339 para o PL, 160 para o PSD e 47 para o Avante.

Os programas presidenciais em bloco são exibidos às terças-feiras, quintas-feiras e aos sábados. No rádio, vão ao ar às 7h e às 12h; na televisão, às 13h e às 20h30. O horário eleitoral gratuito segue até quinta-feira 1º de outubro. O primeiro turno será realizado no domingo 4 de outubro.

O Agora RN explicou anteriormente como funciona o horário eleitoral no rádio e na televisão.