O Corinthians entra em campo nesta quinta-feira 20 para o jogo que pode definir os rumos de sua temporada. A equipe recebe o Rosario Central, às 21h30, na Neo Química Arena, pela volta das oitavas de final da Copa Libertadores. Depois do empate por 0 a 0 na Argentina, qualquer vitória garante a classificação. Uma nova igualdade leva a decisão para os pênaltis.
O resultado conquistado no Gigante de Arroyito manteve o confronto aberto, mas não escondeu as dificuldades corintianas. O Rosario Central teve 57% de posse de bola, finalizou 16 vezes e cobrou 12 escanteios. O time argentino concentrou dez finalizações no segundo tempo, enquanto o Corinthians conseguiu apenas uma. A melhor oportunidade brasileira foi um cabeceio de Matheus Bidu antes do intervalo.

A defesa comandada por Gabriel Paulista e Gustavo Henrique sustentou a pressão argentina. Os dois zagueiros terminaram a rodada como líderes em cortes na Libertadores, com 15 e 13 intervenções, respectivamente. A resistência ganhou peso depois que Allan recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso aos 35 minutos da etapa final. Suspenso, ele será desfalque em Itaquera.
Fernando Diniz também não contará com Yuri Alberto. O atacante continua em recuperação de uma lesão muscular de grau dois na parte posterior da coxa direita e não foi liberado pelo departamento médico. Pedro Raul deve permanecer como referência ofensiva. Após renovar contrato até 2028, Memphis Depay pode voltar ao time, mas a tendência é que comece no banco e atue por até 45 minutos.
A partida ocorre em meio à pressão dentro e fora de campo. O Corinthians foi eliminado pelo Internacional nas oitavas de final da Copa do Brasil e perdeu para o Cruzeiro por 2 a 1, em casa, na rodada mais recente do Campeonato Brasileiro. Paralelamente, torcidas organizadas protestam contra a direção e pedem uma intervenção judicial na administração do clube.
O Rosario Central chega em situação distinta. Depois de dominar boa parte do primeiro confronto, a equipe venceu o Barracas Central por 1 a 0 no Campeonato Argentino. Ángel Di María permanece como principal articulador e foi responsável por 17 dos 42 cruzamentos feitos pelo time na partida de ida.
A bola parada aparece como uma das armas do Corinthians. Cinco dos seis gols mais recentes da equipe como mandante na Libertadores nasceram em cobranças de escanteio ou faltas indiretas. Gustavo Henrique participou diretamente de quatro desses lances, com dois gols e duas assistências, segundo dados da Conmebol.
O retrospecto também favorece o clube paulista: o Corinthians avançou em oito das nove vezes em que não perdeu a partida de ida como visitante na competição. A única eliminação ocorreu diante do Nacional, em 2016. Contra o Rosario Central, venceu por 3 a 2 o único duelo realizado em São Paulo, nas oitavas de final de 2000.
O venezuelano Alexis Herrera apita o confronto, com Antonio García no VAR. Mais do que uma vaga nas quartas, o Corinthians busca uma resposta esportiva em uma temporada marcada por instabilidade. Avançar daria fôlego a Diniz e ao elenco; cair deixaria o Campeonato Brasileiro como única frente até o fim do ano.