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Consumo

AGORA TV – Augusto Vaz: faltam segurança e estacionamentos para o comércio

Questionado sobre a gestão do presidente interino Michel Temer, Augusto Vaz afirma que as medidas já anunciadas são bem-vindas
Agora RN
19/05/2016 | 16:29

Para o presidente da Câmara de Dirigente Lojistas de Natal, Augusto Vaz, a falta de segurança aliada à crise econômica está contribuindo para o fechamento de lojas nos principais bairros comerciais de Natal. Além disso, o gestor da entidade, que também é empresário, aponta também a falta de estacionamento como um dos motivadores da fuga dos consumidores. Augusto comenta que a entidade já chegou a apresentar um projeto junto a Prefeitura Municipal de Natal (PMN), mas que acabou não saindo do papel.

“Fizemos uma pesquisa e a maior referência que as pessoas disseram sobre deixar de frequentar o comércio do Alecrim, por exemplo, foi a questão do estacionamento. O comércio de rua sofre com isso. Esse projeto ficou pelas secretarias, mas nunca foi concretizado”, comentou. Augusto Vaz pontua ainda a existência de grande sensação de insegurança no comércio. “Quando não se tem segurança, perde o comércio. As pessoas evitem de ir às ruas para fazer suas compras. A gente defende que haja um maior monitoramento através de câmeras, que esse trabalho se amplie para os corredores comerciais. Para se ter uma ideia, menos de 30% do Alecrim é monitorado”, declarou Augusto Vaz durante entrevista ao Agora TV.

Crise econômica

Para o dirigente da CDL-Natal, os consumidores, sobretudo, os que detém uma maior segurança financeira, precisam a voltar a acreditar na economia. “Na realidade não adianta negar a crise. O problema é que existe também uma crise psicológica. De repente eu tenho até uma situação financeira tranquila e acabo deixando de fazer um investimento, o que poderia fazer a economia girar, e por escutar tanto a palavra ‘crise’, elas acabam deixando de fazer certas coisas. A gente precisa trabalhar primeiro essa crise psicológica para conseguir trabalhar a crise econômica”.

Diante da crise econômica pela qual passa o país, Augusto Vaz acredita que é preciso aguardar pelos menos seis meses para começar a sentir os efeitos das mudanças do governo federal. “A gente está passando por uma fase de transição, sobretudo, na política nacional, e quem sabe não consigamos mudar alguma coisa. É preciso aguardar pelo menos seis meses para começar a perceber as mudanças, um ano para começar a colher números positivos e três ou quatro anos para voltar aos patamares que a gente tinha antes dessa crise. Precisamos voltar a consumir, a voltar a comprar e reverter essa crise. Agora a gente sabe que têm pessoas que perderam emprego, aqueles que estão ganhando bem menos, então, esses realmente vão passar por uma crise financeira e não terão condições de consumir agora. Meu recado é mais para as pessoas que estão numa situação confortável financeiramente, mas estão segurando seus gastos”, destacou.

Lojas fechadas

 “Infelizmente a gente percebe até nos shoppings grandes a questão de várias lojas fechadas. O comércio de rua nem se fala. Quem anda pela Cidade Alta, pelo Alecrim, pelo comércio do Tirol e de Petrópolis, que são bairros de mais referência, percebe também várias lojas fechadas e com placas de aluga-se. Esse é o reflexo do momento em que estamos vivendo. Quem sobreviver a essa situação vai deixar a sua empresa eficiente, vai conseguir reduzir seus custos e manter seu funcionamento de uma forma mais barata”.

 Governo Temer

Questionado sobre a gestão do presidente interino Michel Temer, sobretudo, no setor econômico, Augusto Vaz afirma que as medidas já anunciadas pelo atual chefe do executivo nacional estão sendo bem-vindas pela classe empresarial. O único ponto crítico fica a cargo da discussão sobre a possível retomada da cobrança da CPMF.

“Eu acho que sim que os sinais iniciais que o governo está dando são positivos e o próprio empresariado acaba ficando mais otimista. Esperamos que as mudanças possam ser melhores e estamos recebendo bem as notícias que vêm do Governo Federal. O próprio presidente que já declarou que não pretende ser popular e já acenou para mudanças e medidas agressivas para que a nossa economia possa voltar a crescer. O que está nos assustando é essa discussão sobre a retomada da CPMF e tomara que ele dê uma martelada nesse assunto. O presidente tem que enterrar de vez a CPMF”.

 

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