Dirigido por Cédric Klapisch, conhecido por “Albergue Espanhol” (2002), “As cores do tempo” constrói uma narrativa que alterna entre o fim do século XIX e o ano de 2025 para contar a história de uma família francesa marcada por segredos, romances e descobertas que atravessam gerações.
A trama começa com a reunião de um grande grupo de primos encarregado de decidir o destino de uma antiga casa localizada na Normandia, pertencente a uma ancestral da família. Quatro deles são escolhidos para representar os demais e viajam de Paris até o imóvel para resolver questões burocráticas. Ao explorar a residência, passam a investigar os acontecimentos que marcaram o passado da propriedade e de seus antigos moradores.

Paralelamente, o filme acompanha a trajetória de Adèle, personagem interpretada por Suzanne Lindon. A jovem ocupa papel central na história ao representar a origem da árvore genealógica que conecta os personagens contemporâneos e concentra o principal mistério da narrativa.
O longa utiliza idas e vindas no tempo para estabelecer paralelos entre diferentes épocas. A direção reproduz enquadramentos semelhantes em cenários compartilhados por personagens separados por mais de um século, reforçando a ideia de que, embora os costumes mudem, sentimentos como amor, perda e pertencimento permanecem presentes ao longo das gerações.
Segundo a crítica, esse diálogo entre passado e presente é um dos principais méritos da produção. No entanto, a narrativa perde força ao insistir em explicar excessivamente as conexões entre os acontecimentos, tornando as revelações previsíveis e reduzindo o impacto emocional.
A avaliação aponta ainda que parte dos diálogos e das mensagens apresentadas pelo filme acaba assumindo um tom excessivamente didático, comprometendo a sutileza da história.