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Eleições 2026

Rafael vence no PT, mas 25 abstenções escancaram racha interno

Apoio ao candidato do PDT teria recebido 27 votos; grupo ligado a Natália Bonavides tentou entregar a segunda vaga ao Senado para o PSOL.
Redação
25/07/2026 | 13:55

Rafael Motta conquistou o apoio do PT para disputar o Senado, mas a vitória veio acompanhada de um recado incômodo: praticamente metade do diretório estadual se recusou a endossar o seu nome.

Informações de bastidores que chegaram à redação do AGORA RN apontam que a resolução favorável ao candidato do PDT recebeu 27 votos, enquanto outros 25 integrantes do diretório se abstiveram. A decisão foi tomada na sexta-feira 24, durante a reunião que definiu a estratégia eleitoral do partido no Rio Grande do Norte.

Rafael Motta
Ex-vereador e ex-deputado federal Rafael Motta, pré-candidato ao Senado pelo PDT do RN | Foto: Reprodução

O resultado garante a Rafael um lugar na chapa majoritária encabeçada por Cadu Xavier, mas desmonta qualquer tentativa de apresentar a escolha como consenso. O pedetista formará a dobradinha governista para o Senado com a vereadora de Natal Samanda Alves, presidente estadual do PT.

Nos bastidores, a disputa foi intensa. A Articulação de Esquerda, corrente ligada à deputada federal Natália Bonavides, defendia que a segunda vaga ao Senado fosse entregue ao PSOL. A proposta foi derrotada, mas o elevado número de abstenções mostrou que a resistência a Rafael ultrapassou os limites de uma única tendência interna.

Rafael venceu formalmente. Politicamente, porém, deixa a reunião sabendo que terá de conquistar uma parte expressiva do próprio palanque. Foram apenas dois votos de diferença entre os que apoiaram a resolução e os que preferiram não colocar suas digitais nela.

A composição deverá ser apresentada neste sábado 25 durante a convenção da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB. O encontro oficializará Cadu Xavier para o Governo, Larissa Rosado para vice e Samanda Alves e Rafael Motta para as duas vagas ao Senado, além das alianças e candidaturas proporcionais.

A entrada de Rafael amplia o arco governista e aproxima definitivamente o PDT da campanha de Cadu. Ao mesmo tempo, o placar revela uma ferida que a festa da convenção dificilmente conseguirá esconder: o candidato foi aceito pelo PT, mas está longe de ser unanimidade.

O desafio da coordenação governista, a partir de agora, será transformar uma aprovação apertada em unidade eleitoral. Caso contrário, a divisão registrada dentro do diretório poderá acompanhar Rafael durante toda a campanha.