BUSCAR
BUSCAR
Qualidade

Três cidades brasileiras aparecem entre melhores lugares para morar

Levantamento da Economist Intelligence Unit avaliou 173 cidades e aponta impactos dos conflitos no Oriente Médio sobre a qualidade de vida
Por O Correio de Hoje
10/07/2026 | 12:43

Copenhague foi eleita, pelo segundo ano consecutivo, a cidade com a melhor qualidade de vida do mundo, de acordo com o índice anual da Economist Intelligence Unit (EIU), divisão de pesquisas do grupo The Economist. O levantamento avaliou 173 cidades com base em cinco critérios: saúde, educação, infraestrutura, cultura e meio ambiente, além de estabilidade.

O estudo também aponta que os conflitos no Oriente Médio provocaram as maiores quedas no ranking deste ano, reduzindo a atratividade de cidades tradicionalmente procuradas por profissionais estrangeiros, como Dubai, Abu Dhabi e Doha.

rio de janeiro 2406219937 0
Rio de Janeiro foi a cidade brasileira mais bem colocada, seguida por SP - Foto: Agência Brasil

Criado para servir de referência a empresas que enviam funcionários ao exterior, o índice é utilizado por departamentos de recursos humanos para calcular adicionais pagos a expatriados. Neste ano, Copenhague alcançou 98 pontos e manteve a liderança da classificação.

Viena, na Áustria, ficou em segundo lugar, seguida por Melbourne, na Austrália. Sydney, Zurique, Genebra, Osaka, Adelaide, Vancouver e Tóquio completam as dez primeiras posições. Vancouver é a única cidade da América do Norte entre as dez melhores, enquanto Tóquio aparece como a única megacidade do grupo, já que grandes centros urbanos costumam perder pontos em razão do trânsito intenso e dos índices de criminalidade.

O Brasil aparece no levantamento com três cidades. O Rio de Janeiro ocupa a 108ª posição e é a brasileira mais bem colocada, sete lugares à frente de São Paulo, que figura no 115º lugar. Manaus aparece na 134ª colocação. Nenhuma cidade brasileira integra o grupo das cem primeiras colocadas.

Segundo a EIU, nenhuma região registrou perda tão acentuada na qualidade de vida quanto o Oriente Médio. Antes do agravamento do conflito envolvendo Irã e Israel, cidades como Dubai atraíam milhares de expatriados graças à segurança, aos baixos impostos, aos grandes centros comerciais e à infraestrutura voltada para famílias estrangeiras.

Com a escalada das tensões, esse cenário mudou. Mascate, em Omã, registrou a maior queda do ranking ao perder 14 posições e passar ao 123º lugar após uma série de ataques com drones iranianos. Doha caiu sete posições e agora ocupa a 108ª colocação, enquanto Dubai e Abu Dhabi recuaram quatro posições cada, passando para o 79º e o 76º lugares, respectivamente.

Na outra ponta da classificação, Damasco, capital da Síria, permanece como a cidade com pior qualidade de vida do mundo, posição que ocupa desde 2013. Trípoli, na Líbia, e Daca, em Bangladesh, aparecem logo em seguida. Teerã, capital do Irã, perdeu duas posições e passou a integrar o grupo das dez cidades menos habitáveis do planeta, refletindo o impacto do conflito na região.

O levantamento aponta a China como o país que mais evoluiu nesta edição do índice. Todas as cidades chinesas avaliadas melhoraram suas notas na área da saúde após investimentos públicos destinados à ampliação da cobertura médica e à expansão de atendimento.