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Pênaltis

Erro de Bruno amplia debate sobre pênaltis

Volante havia convertido sete das nove cobranças na carreira; técnico afirma que decisão foi baseada em análise estatística da comissão técnica
Por O Correio de Hoje
06/07/2026 | 15:06

A cobrança de pênalti desperdiçada por Bruno Guimarães na derrota do Brasil por 2 a 1 para a Noruega, pelas oitavas de final da Copa do Mundo, colocou o volante no centro das discussões após a eliminação da seleção brasileira. O erro ocorreu aos 12 minutos do primeiro tempo, quando o goleiro norueguês Ørjan Nyland defendeu a finalização no canto esquerdo. Nas redes sociais, a decisão de escalar o meio-campista como cobrador passou a ser questionada, levando o técnico Carlo Ancelotti a explicar os critérios adotados pela comissão técnica.

Apesar da repercussão, o histórico do jogador nas penalidades indica alto índice de aproveitamento. Bruno Guimarães havia cobrado nove pênaltis ao longo da carreira, entre disputas eliminatórias e cobranças durante o tempo regulamentar. A defesa de Nyland representou apenas o segundo erro do volante, que converteu sete das nove cobranças realizadas até agora.

Bruno Guimarães 01 Copia
Apesar dos treinos o apontarem como melhor batedor, ele só bateu 9 na carreira - Foto: ricardo Stuckert

Antes da Copa do Mundo, Bruno marcou em disputas de pênaltis da Copa do Brasil por Athletico-PR, da Copa da França pelo Lyon e da Copa da Inglaterra pelo Newcastle, além de converter cobranças em partidas dos Campeonatos Francês e Inglês. O único erro anterior havia ocorrido na Copa da Inglaterra de 2026, diante do Bournemouth, também em uma disputa por pênaltis.

Após a partida, Ancelotti afirmou que a definição do cobrador seguiu uma análise estatística realizada pela comissão técnica. Segundo o treinador, Neymar era o principal cobrador da equipe, mas já havia deixado o campo, o que levou à escolha de Bruno Guimarães entre os jogadores que estavam em campo no momento da penalidade.

“Fizemos uma estatística de um ano de jogadores rivais e dos nossos. O melhor a bater o pênalti é Neymar, depois Igor Thiago, depois Raphinha, depois Bruno Guimarães, depois Martinelli. Escolhemos Bruno Guimarães porque pensamos que era o melhor no campo”, explicou o treinador italiano.

Vinícius Júnior também descartou qualquer recusa em assumir a cobrança. O atacante afirmou que a ordem foi definida previamente pela comissão técnica e que apenas cumpriu a decisão estabelecida por Ancelotti.

“O Mister escolhe antes quem vai bater. Ele escolheu o Bruno. Eu nunca fui vaidoso, nunca quis a artilharia da competição e por isso que bateu o Bruno. Ele batia melhor do que eu, e por isso o Mister escolheu ele. Foi isso. Nunca fugi da responsabilidade”, disse o atacante.

Nos acréscimos da partida, Neymar converteu o pênalti sofrido por Casemiro e diminuiu o placar, mas o gol não evitou a eliminação brasileira. Com a derrota para a Noruega, o Brasil encerrou sua participação na Copa do Mundo de 2026 ainda nas oitavas de final e ampliou para 28 anos o intervalo sem conquistar o título mundial. O período supera o jejum de 24 anos entre os títulos de 1970 e 1994 e passa a ser o maior da história da seleção na competição.