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Crime

[VÍDEO] Tutor é denunciado por afogar cachorro no mar de Copacabana

Polícia Civil concluiu que homem levou o cão até o mar, o matou por afogamento e deixou o local sozinho; suspeito está desaparecido desde o crime
Redação
03/07/2026 | 12:46

A Polícia Civil do Rio de Janeiro denunciou à Justiça um homem de 47 anos por maus-tratos a animais após concluir que ele matou o próprio cachorro por afogamento na Praia de Copacabana, na Zona Sul da capital fluminense. O crime aconteceu no dia 23 de abril e foi registrado por câmeras de segurança que flagraram os últimos momentos de vida do animal.

De acordo com a investigação, Thiago Mattos Rocha saiu do prédio onde morava, na Rua Tonelero, por volta das 19h30, levando o cão Prince, da raça American Bully, preso à coleira. As imagens mostram o cachorro caminhando normalmente ao lado do tutor e, em seguida, sendo carregado nos braços durante o trajeto até a praia.

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Câmeras de segurança registraram o tutor levando o cachorro Prince até a Praia de Copacabana, de onde retornou sozinho; a Polícia Civil concluiu que o animal foi morto por afogamento Foto: Reprodução

Cerca de 20 minutos depois, os dois aparecem caminhando pela faixa de areia em direção ao mar. Menos de cinco minutos depois, as câmeras registram apenas Thiago deixando o local sozinho. Segundo a Polícia Civil, foi nesse intervalo que o animal foi afogado.

O delegado Ângelo Lages classificou o caso como um crime de extrema crueldade.

“A investigação deixou claro que quem matou esse animal foi o próprio tutor, justamente a pessoa em quem ele confiava. Ele tirou a vida do animal de maneira muito cruel, afogando-o na Praia de Copacabana”, afirmou.

Segundo garis que trabalhavam na praia naquela noite, turistas ainda tentaram socorrer Prince, mas o cachorro já estava morto quando foi encontrado na areia.

A investigação também revelou que, cerca de uma hora após retornar ao apartamento, Thiago e a companheira fizeram as malas e deixaram o imóvel. Funcionários do condomínio informaram que, dias antes, o morador já vinha vendendo móveis e outros pertences.

Desde então, o suspeito não foi mais localizado.

De acordo com a Polícia Civil, Thiago enfrentava um conflito familiar e havia sido alvo de uma medida protetiva solicitada pela sogra, proprietária do apartamento onde vivia. Na ocasião, ele também foi indiciado pelos crimes de injúria, extorsão e violação de domicílio.

Para os investigadores, o assassinato do cachorro pode estar relacionado a esse contexto.