“Eu nunca participei de suruba de Vorcaro”, afirmou o senador Styvenson Valentim nesta terça-feira (23), ao negar qualquer envolvimento com o empresário Daniel Vorcaro em meio às investigações relacionadas ao Banco Master.
A declaração foi dada durante entrevista ao Jornal das 6, da 96 FM Natal, ao comentar o caso e os desdobramentos políticos envolvendo o sistema financeiro, o Senado e ministérios.

O senador também afirmou estar “um pouco retraído” em relação ao apoio já anunciado ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a Presidência da República em 2026. Em março, Styvenson havia declarado apoio público ao parlamentar durante evento do PL em Parnamirim, na Grande Natal.
Na entrevista, ele disse que mantém o apoio, mas passou a adotar uma postura mais cautelosa diante das investigações.
“Olha, eu anunciei o apoio ao Flávio, mas eu estou um pouco retraído pelas condições que a gente está acompanhando. Não vou mentir para vocês que esse escândalo do Banco Master atinge pelo menos uma boa parte do Senado, de ministérios. Se você for ver, tem muita gente”, afirmou.
O caso Banco Master tem sido alvo de apurações e passou a envolver diferentes figuras políticas, além de gerar repercussão no Congresso Nacional.
Antes disso, reportagens do site The Intercept Brasil citaram conversas entre Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro, relacionadas a pedidos de recursos para um projeto audiovisual sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Durante a entrevista, Styvenson afirmou ainda que participou de uma conversa no Supremo Tribunal Federal (STF) com o ministro André Mendonça, ao lado do senador Plínio Valério (PSDB-AM), no contexto das investigações.
“Tive uma conversa um dia desses com o ministro André Mendonça. Ele chamou tanto eu quanto o senador Plínio Valério para conversar no STF, e a gente conversando sobre isso, tem muita gente, de um lado e de outro, que eu acho que está sem dormir, está muito preocupado. O que posso dizer com certeza, que é a única coisa certa nisso tudo, é que eu não estou envolvido. Não fui para festa de suruba de Vorcaro, não tomei whisky caro, não andei de avião, não pedi dinheiro emprestado, não fumei charuto, não tenho amizade com essa galera”, disse.
O senador negou relação com o empresário e com o grupo citado nas investigações.
Ao ser questionado sobre deslocamentos durante o mandato, Styvenson afirmou que usa voos comerciais, mas confirmou ter feito uma viagem em aeronave particular durante agenda da CPI das ONGs, em avião do senador Jayme Campos.
“Eu não preciso mentir. Eu andei de avião, sim, mas não era da FAB, não. Era o avião do Jayme Campos (senador por MT)”, disse.