A seleção brasileira entra na reta final de preparação para a estreia na Copa do Mundo de 2026 diante de uma decisão administrativa relevante. Até as 19h desta sexta-feira (12), horário de Brasília, a comissão técnica ainda poderá promover alterações na lista de convocados em casos de lesão ou doença grave. Após esse prazo, estabelecido pela Fifa em seu regulamento oficial, não será mais permitida a substituição de atletas para a disputa do torneio.
A regra determina que as trocas só podem ocorrer até 24 horas antes da primeira partida de cada seleção. Como o Brasil inicia sua campanha no Mundial às 19h deste sábado (13), contra o Marrocos, pela fase de grupos, a janela para eventuais mudanças se encerra nesta sexta-feira.

Os substitutos, entretanto, precisam obrigatoriamente constar na lista preliminar de 55 jogadores enviada pela Confederação Brasileira de Futebol à FIFA em maio. Qualquer exceção depende de autorização expressa da entidade máxima do futebol.
Desde a divulgação da relação definitiva de convocados, em 1º de junho, apenas um corte foi realizado. O lateral-direito Wesley sofreu uma lesão de grau três na coxa esquerda durante o amistoso contra o Egito, último compromisso da equipe antes do início da Copa.
Sem condições de recuperação a tempo da competição, ele foi retirado da lista em 7 de junho. Para a vaga, a comissão técnica convocou o volante Éderson, da Atalanta.
A situação de Neymar seguiu caminho diferente. O camisa 10 sofreu uma lesão na panturrilha durante a derrota do Santos para o Coritiba, em 17 de maio, seu último jogo antes da convocação.
Inicialmente, o clube informou tratar-se apenas de um edema, o que não impediu sua inclusão na lista. No entanto, ao se apresentar à Seleção, em 27 de maio, exames apontaram uma lesão de grau dois.
Mesmo diante do diagnóstico, a CBF optou por manter o jogador no grupo. Neymar viajou com a delegação em tratamento e recebeu previsão de recuperação entre duas e três semanas. A expectativa é de que ele desfalque a equipe nos compromissos iniciais e tenha poucas chances de atuar na estreia diante dos marroquinos, mas permaneça como opção para a sequência da competição.
A decisão evidencia a flexibilidade prevista no regulamento. Nem toda lesão implica automaticamente a exclusão de um atleta. A avaliação sobre a permanência ou não do jogador cabe à comissão técnica, que considera o prazo de recuperação e a importância do atleta para o restante do torneio.
No caso de Neymar, a aposta da Seleção foi pela recuperação ao longo da Copa, preservando uma de suas principais referências técnicas para as fases seguintes da competição.