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Construção civil

Construção emprega 2,5 milhões no País, diz IBGE

Setor pagou R$ 95,6 bilhões em remunerações e teve a construção de edifícios como principal empregadora do país
Por O Correio de Hoje
11/06/2026 | 12:26

A indústria da construção civil manteve seu papel como um dos principais motores do mercado de trabalho brasileiro em 2024. O setor empregava 2,5 milhões de pessoas distribuídas por 191 mil empresas, que desembolsaram R$ 95,6 bilhões em remunerações ao longo do ano. Os trabalhadores receberam, em média, o equivalente a 2,1 salários mínimos mensais.

Os dados fazem parte da Pesquisa Anual da Indústria da Construção (Paic), divulgada nesta quarta-feira 10 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento abrange três grandes segmentos: construção de edifícios, obras de infraestrutura e serviços especializados para construção, como instalações elétricas, pintura e acabamento.

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Construção civil empregou 2,5 milhões de trabalhadores e movimentou R$ 522,5 bilhões em 2024 - Foto: José Aldenir

A pesquisa mostra que a construção de edifícios continua sendo a principal empregadora do setor. O segmento reunia 894,8 mil trabalhadores em 2024, o equivalente a 35,7% do total de ocupados. Os serviços especializados aparecem em seguida, concentrando 34,4% da mão de obra, enquanto as obras de infraestrutura respondiam por 29,9% dos empregos.

Apesar de empregar menos trabalhadores em termos absolutos, as empresas de infraestrutura apresentam maior porte médio. Cada empreendimento desse segmento mantinha, em média, 39 funcionários. Nas empresas dedicadas à construção de edifícios, o contingente médio era de 13 trabalhadores, enquanto os serviços especializados operavam com cerca de oito empregados por companhia.

A infraestrutura também lidera quando o assunto é remuneração. As empresas do segmento pagavam, em média, 2,6 salários mínimos por trabalhador, acima dos 1,9 salário mínimo observados na construção de edifícios e dos 1,8 salário mínimo registrados nos serviços especializados. Em 2024, o salário mínimo nacional era de R$ 1.412.

O levantamento aponta ainda que o valor total das incorporações, obras e serviços realizados pela construção civil alcançou R$ 522,5 bilhões em 2024. As obras de infraestrutura responderam pela maior fatia, movimentando R$ 200,9 bilhões. Em seguida vieram a construção de edifícios, com R$ 198,9 bilhões, e os serviços especializados, com R$ 122,8 bilhões.

Os dados reforçam a relevância da infraestrutura dentro da cadeia produtiva da construção, embora o setor permaneça amplamente pulverizado. O indicador RC8, utilizado pelo IBGE para medir o grau de concentração do mercado nas oito maiores empresas, ficou em apenas 3,1%. O percentual indica baixa concentração econômica e reduzida participação dos maiores grupos sobre o volume total de obras executadas no país.

Entre os empreendimentos realizados, as obras ligadas a rodovias, ferrovias, obras urbanas e obras de arte especiais lideraram o ranking nacional, respondendo por 22,8% do valor total produzido. As construções residenciais vieram logo atrás, com participação de 22,2%, seguidas pelos serviços especializados para construção, que representaram 19,2% do mercado.

Também tiveram peso relevante as obras de infraestrutura para energia elétrica, telecomunicações, abastecimento de água, esgotamento sanitário e transporte por dutos, que responderam por 12,8% do total. As edificações industriais, comerciais e outras construções não residenciais somaram 10,7%, enquanto outras obras de infraestrutura ficaram com 10,5%.

Pelo lado dos custos, a mão de obra permanece como o principal componente da estrutura de gastos das empresas. Os salários e encargos representaram 30,7% dos custos totais do setor.