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Crime

Veterinária denuncia vizinho por filmá-la no banho em condomínio de SP

Suspeito foi levado à delegacia e é investigado por registro não autorizado da intimidade sexual; celular foi apreendido para perícia
Redação
02/06/2026 | 11:54

Uma médica veterinária de Jaboticabal, no interior de São Paulo, denunciou ter sido filmada enquanto tomava banho por um vizinho do condomínio onde mora. O caso veio à tona nesta segunda-feira 1º e está sendo investigado pela Polícia Civil.

A vítima, que preferiu não ter a identidade divulgada, afirmou sentir-se vulnerável após descobrir que sua intimidade havia sido registrada sem consentimento. Segundo ela, o episódio gerou insegurança e preocupação sobre o comportamento do suspeito.

homem filmando
Médica veterinária denunciou ter sido filmada durante o banho por um vizinho em condomínio de Jaboticabal; celular do suspeito foi apreendido para perícia Foto: Reprodução

“É uma sensação de vulnerabilidade, porque eu não sabia que estava sendo filmada. Uma pessoa que age dessa forma pode ser capaz de outras coisas. Para mim, isso não é normal”, declarou.

O flagrante ocorreu em um condomínio residencial localizado no bairro Jardim Nova Aparecida. Imagens registradas por uma testemunha mostram o momento em que o suspeito, de 22 anos, para sob a janela do banheiro do apartamento da vítima e utiliza o celular para gravar imagens dela durante o banho.

Ao perceber a situação, um morador alertou a veterinária sobre o que estava acontecendo. Após ser informada, ela solicitou as gravações das câmeras de segurança do condomínio e acionou a Polícia Militar.

O homem foi conduzido à delegacia, onde admitiu ter realizado a filmagem, mas alegou que apagou o conteúdo. Apesar disso, o aparelho celular foi apreendido e encaminhado para perícia técnica, que deverá verificar a existência de registros e arquivos excluídos.

De acordo com a Polícia Civil, foi instaurado um inquérito para apurar o crime de registro não autorizado da intimidade sexual, previsto no artigo 216-B do Código Penal.

A vítima informou que mantinha apenas contato ocasional com o suspeito, limitado a cumprimentos rápidos nas áreas comuns do condomínio. Diante do abalo emocional causado pelo episódio, a polícia deverá solicitar medidas protetivas para impedir qualquer aproximação do investigado.

Caso seja condenado, o suspeito poderá cumprir pena que varia de seis meses a um ano de prisão.