A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) caiu oito posições no ranking global de universidades do Centro para Rankings Universitários Mundiais (CWUR) de 2026, divulgado nesta segunda-feira 1º. A instituição passou da 951ª colocação em 2025 para a 959ª posição neste ano, mantendo-se entre as 15 melhores universidades brasileiras listadas pelo levantamento internacional.
A retração da UFRN acompanha um movimento nacional de queda no desempenho das instituições brasileiras. Das 52 universidades e centros de pesquisa do país incluídos na edição 2026 do ranking Global 2000, 45 perderam posições em relação ao ano anterior, o equivalente a 87% do total analisado. Apenas cinco instituições brasileiras avançaram e duas permaneceram estáveis.

No cenário nacional, a UFRN aparece na 15ª posição entre as universidades brasileiras, com pontuação de 70,8. A liderança segue com a Universidade de São Paulo, que caiu do 118º para o 119º lugar mundial. Em seguida aparecem a Universidade Federal do Rio de Janeiro, que recuou da 331ª para a 346ª posição, e a Universidade Estadual de Campinas, que caiu da 369ª para a 379ª colocação.
Entre as instituições nordestinas, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte aparece atrás da Universidade Federal de Pernambuco, que ocupa a 891ª posição global, e à frente da Universidade Federal da Bahia, listada na 1.024ª colocação.
Segundo o CWUR, a queda generalizada das universidades brasileiras está ligada principalmente ao desempenho em pesquisa e à intensificação da concorrência internacional com instituições mais financiadas. O ranking aponta que 44 das 52 universidades brasileiras tiveram piora especificamente no indicador de pesquisa, que representa 40% da metodologia utilizada.
“O declínio das universidades brasileiras reflete anos de financiamento inadequado e a desvalorização da ciência e da educação como bens públicos”, afirmou o presidente do CWUR, Nadim Mahassen. De acordo com ele, a perda de competitividade compromete o desenvolvimento científico, a inovação e o futuro econômico do país.
O levantamento considera quatro indicadores principais: educação, empregabilidade, corpo docente e pesquisa. Nesta edição, foram analisados 81 milhões de pontos de dados de 21.291 instituições de ensino superior em todo o mundo. O ranking não utiliza pesquisas de opinião nem dados enviados diretamente pelas universidades.
No cenário internacional, a liderança permanece com a Harvard University, seguida pelo Massachusetts Institute of Technology e pela Stanford University.
O destaque desta edição é o avanço das universidades chinesas. Segundo o CWUR, 98% das instituições da China melhoraram de posição, impulsionadas por investimentos contínuos em ensino superior e pesquisa científica. A Tsinghua University alcançou a 36ª posição mundial, enquanto a China passou a liderar em número de universidades representadas no ranking Global 2000, com 360 instituições, superando os Estados Unidos, que aparecem com 313 universidades.