Levantamento da Atlas/Bloomberg divulgado nesta terça-feira 19 mostra que o senador Flávio Bolsonaro perdeu fôlego na disputa presidencial e passou a aparecer atrás do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um eventual segundo turno.
De acordo com a pesquisa, Lula tem 48,9% das intenções de voto, enquanto Flávio registra 41,8%. Brancos, nulos e indecisos somam 9,3%. No levantamento anterior, a diferença entre os dois era de apenas 0,3 ponto percentual, dentro da margem de erro. Agora, a distância favorável ao petista chega a 7,1 pontos.

A sondagem sugere impacto político da divulgação de áudios em que Flávio Bolsonaro pede recursos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O senador, que aparecia tecnicamente empatado com Lula, perdeu seis pontos percentuais em relação à pesquisa anterior.
A rejeição do parlamentar também aumentou. Segundo o instituto, 52% dos entrevistados afirmaram que não votariam em Flávio de jeito nenhum. O índice supera numericamente a rejeição de Lula, que ficou em 50,6%.
Na pesquisa realizada em abril, o cenário era inverso: 51% diziam rejeitar o presidente, enquanto 49,8% declaravam não votar no senador do PL.
O levantamento foi realizado entre terça-feira 13 e domingo 18, período que coincide com a divulgação das conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Ao todo, foram ouvidas 5.032 pessoas por meio do método Atlas RDR, sigla em inglês para recrutamento digital aleatório.
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06939/2026. O nível de confiança é de 95%, com margem de erro de um ponto percentual para mais ou para menos.
O estudo também aponta leve melhora na avaliação do governo Lula. A taxa de avaliação negativa recuou de 51% em abril para 48,4% em maio. Já a avaliação positiva passou de 42% para 42,9%, enquanto o percentual de entrevistados que classificam a gestão como regular subiu de 7% para 8,7%.
No mesmo período, a desaprovação ao presidente caiu de 53% para 51,3%. A aprovação permaneceu praticamente estável, passando de 47% para 47,4%. Outros 1,3% não souberam responder.