O arquipélago de Fernando de Noronha deu início, na última sexta-feira 15, aos testes da primeira etapa da Usina Solar Noronha Verde, empreendimento da Neoenergia que pretende substituir gradualmente a geração de energia baseada em combustíveis fósseis por fontes renováveis até 2027.
Nesta fase inicial, entraram em operação 4.800 painéis solares, responsáveis por cerca de 15% da capacidade total prevista para o projeto. A etapa também marcou o início dos testes de injeção da energia produzida na rede elétrica da ilha.

Lançado em novembro de 2025, o projeto prevê investimento de R$ 350 milhões na instalação de mais de 30 mil módulos fotovoltaicos integrados a um sistema de armazenamento por baterias.
Quando estiver concluída, a usina terá capacidade instalada de 22 megawatts-pico (MWp) e contará com baterias capazes de armazenar 49 megawatts-hora (MWh), volume suficiente para atender a um consumo equivalente ao de cerca de 9 mil residências no continente.
Atualmente, a maior parte da energia consumida em Fernando de Noronha é produzida pela Usina Tubarão, que utiliza predominantemente biodiesel. Segundo a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, o arquipélago consome aproximadamente 900 mil litros de óleo diesel por mês.
“O dia de hoje marca o avanço na transição energética e na descarbonização de Fernando de Noronha. A Usina Noronha Verde anda ao lado do propósito do Governo de Pernambuco com a sustentabilidade, incentivando a geração de energia limpa”, afirmou a governadora.
O presidente da Neoenergia Pernambuco, Saulo Cabral, disse que a usina deverá suprir integralmente a demanda energética da ilha e criar condições para a expansão futura do consumo.
“A descarbonização da geração de energia da Ilha de Fernando de Noronha foi um compromisso assumido pela Neoenergia com toda a sociedade. A entrega da primeira fase da Usina Noronha Verde, dentro do prazo acordado com os governos federal e estadual, reitera o comprometimento da empresa com a sustentabilidade e a preservação do meio ambiente. Essa usina vai durar pelo menos 20 anos”, afirmou.
Além da geração de energia, o projeto inclui contrapartidas voltadas à infraestrutura local. Entre as ações previstas estão a recuperação de acessos, melhorias nas redes elétricas e intervenções no Açude da Ema e na Casa de Farinha.
A implantação da usina ocorre em parceria com os governos federal e estadual. O licenciamento ambiental foi conduzido pela Agência Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco, com anuência do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.
Durante a visita ao arquipélago, Raquel Lyra também inaugurou o novo terminal de passageiros do Aeroporto Governador Carlos Wilson. A obra, com investimento de R$ 63 milhões, ampliou a área do terminal de 1.055 metros quadrados para 2.805 metros quadrados e elevou a capacidade de atendimento para até 500 passageiros por hora.