O custo da cesta básica voltou a subir em Natal no mês de abril e alcançou R$ 669,39, segundo levantamento da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A alta foi de 2,39% em relação a março e reforça a pressão dos alimentos sobre o orçamento das famílias potiguares.
No acumulado de 2026, a cesta básica na capital potiguar registra avanço de 12,10%. Na comparação com abril do ano passado, a elevação foi de 1,89%. Apesar do aumento, Natal aparece como a sexta capital com a cesta básica mais barata do País entre as 27 cidades pesquisadas. O menor valor foi registrado em Aracaju, com R$ 619,32, enquanto São Paulo apresentou o maior custo, de R$ 906,14.

A pesquisa aponta que nove dos 12 produtos que compõem a cesta tiveram aumento de preços no mês passado. O principal destaque foi o tomate, que subiu 4,91% em abril e acumula alta expressiva de 92,66% nos quatro primeiros meses do ano. O feijão carioca também registrou forte pressão, com avanço de 4,47% no mês e de 23,22% no acumulado do quadrimestre.

Outros itens que contribuíram para a elevação da cesta foram o leite integral, com alta de 3,66%, a carne bovina de primeira, que avançou 3,61%, e a banana, com aumento de 2,31%. Também ficaram mais caros o açúcar cristal, óleo de soja, farinha de mandioca e pão francês.

Em contrapartida, alguns produtos registraram recuo nos preços em abril. A manteiga caiu 3,05%, seguida pelo café em pó (-1,28%) e pelo arroz agulhinha (-0,46%). No acumulado do ano, o arroz apresenta a maior redução, com queda de 34,44%, enquanto o açúcar cristal recuou 13,54% e o café em pó acumulou baixa de 7,55%.
O comportamento dos preços em Natal acompanha o cenário nacional de pressão sobre os alimentos, influenciado por fatores climáticos, oscilações na oferta agrícola e custos logísticos. Produtos perecíveis, como tomate e banana, seguem entre os mais impactados pela redução de oferta em determinadas regiões produtoras.
A escalada da cesta básica ocorre em um momento de atenção crescente sobre o custo de vida e os efeitos da inflação alimentar no consumo das famílias de menor renda. Em cidades do Nordeste, embora os valores absolutos permaneçam abaixo dos registrados no Sudeste, o peso da alimentação sobre o orçamento doméstico continua elevado diante da renda média regional.