Israel deportou, na madrugada deste domingo 10, o ativista brasileiro Thiago Ávila, que estava preso desde o dia 29 de abril, após forças israelenses interceptarem uma flotilha em que ele estava com destino à Faixa de Gaza.
Além de Ávila, também foi deportado Saif Abu Keshek, cidadão espanhol detido na mesma operação. A confirmação das deportações foi feita pelo Ministério das Relações Exteriores de Israel em publicação na rede social X.

No comunicado, o governo israelense afirmou que “após a conclusão de sua investigação, os dois provocadores profissionais, Saif Abu Keshek e Thiago Ávila, da flotilha de provocação, foram deportados hoje”. O ministério declarou ainda que Abu Keshek era suspeito de ligação com uma organização terrorista e que Ávila era suspeito de atividades ilegais. Ambos negaram as acusações.
Ainda na publicação, a autoridade afirmou que “Israel não permitirá qualquer violação do bloqueio naval legal sobre Gaza”.
Os governos do Brasil e da Espanha afirmaram que a detenção de Ávila e Abu Keshek foi ilegal. No entanto, o Tribunal de Magistrados de Ashkelon decidiu mantê-los sob custódia até o dia 10 de maio.
O grupo de direitos humanos Adalah, que atuou na defesa dos dois, também classificou a detenção como ilegal e informou que ambos haviam sido avisados de que seriam libertados no sábado (9) e transferidos para a custódia das autoridades de imigração até a deportação.
“O Adalah está monitorando de perto os acontecimentos para garantir que a libertação da detenção ocorra, seguida de sua deportação de Israel nos próximos dias”, disse o grupo.
As autoridades israelenses mantiveram os dois sob suspeita de crimes que incluem auxílio ao inimigo e contato com grupo terrorista.
A Faixa de Gaza é administrada em grande parte pelo grupo Hamas, considerado organização terrorista por Israel e por países do Ocidente. O conflito na região teve início após o ataque do grupo a Israel em 7 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra e deixou grande parte da população do território desabrigada e dependente de ajuda humanitária, que, segundo agências, chega de forma lenta.