O líder do governo na Câmara Municipal de Natal, Aldo Clemente, afirmou que a capital potiguar conseguiu atravessar o recente período de chuvas intensas sem entrar em colapso urbano, atribuindo o resultado a ações preventivas da Prefeitura. A declaração foi feita durante pronunciamento em que também apresentou moção de solidariedade às vítimas das fortes chuvas que atingiram a Região Metropolitana de Recife na semana passada.
A fala começou pelo reconhecimento da gravidade do que ocorreu na capital pernambucana. Aldo disse que nenhuma cidade suportaria um volume tão grande de chuvas — foram mais de 100 mm em 24 horas. “A quantidade de chuva que caiu em Recife não tem condições uma cidade daquela suportar”, afirmou. Ele evitou transformar o episódio em confronto político. “Eu não vou aqui fazer politicagem barata dentro do meu mandato. Não faço e não farei com relação a desastre”, disse.

Ao trazer a comparação para Natal, o vereador apontou características geográficas e ações de gestão. Lembrou que a cidade é mais plana que Recife e afirmou que houve avanço na drenagem. “Natal ainda é abençoada de ser uma cidade plana”, disse. Em seguida, vinculou a resposta da cidade ao trabalho recente da Prefeitura. Citou a retirada diária de resíduos. “Toneladas de lixo são retiradas diariamente das ruas e dos bueiros”, afirmou, cobrando participação da população nesse processo.
Aldo afirmou que episódios recentes demonstram mudança em relação ao passado. Segundo ele, chuvas fortes não provocaram o transbordamento generalizado das lagoas de captação. “Teve agora uma chuva em Natal e não tivemos uma lagoa transbordando, e antigamente tinha 14, 15 lagoas extravasando. Era um caos”, declarou. O vereador usou a comparação para sustentar a avaliação de melhora, sem negar problemas ainda existentes.
Os dados recentes ajudam a dimensionar o contexto mencionado. Dados da estação A304 do Instituto Nacional de Meteorologia indicam que, entre os dias 1º e 29 de abril de 2026, o acumulado em Natal foi de 448 mm, acima da média histórica de 141 mm para o período, considerando a série entre 2003 e 2025. Mesmo assim, os impactos ficaram concentrados em pontos específicos.
Durante o pronunciamento, Aldo reconheceu que a cidade ainda enfrenta dificuldades. Disse que há áreas que continuam apresentando problemas e que as soluções não são imediatas. E reforçou que as intervenções realizadas nos últimos anos passam por limpeza de drenagem, desobstrução de bocas de lobo e manutenção das lagoas. Levantamentos recentes apontam centenas de quilômetros de tubulações limpas e milhares de pontos de drenagem desobstruídos, além de monitoramento constante de mais de 80 lagoas de captação espalhadas pela cidade.