A mediana das projeções do mercado financeiro para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2026 foi mantida em 1,85%, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira 4, no Relatório Focus, do Banco Central do Brasil. O índice permanece no mesmo patamar observado na semana anterior e também há um mês, indicando estabilidade nas expectativas de curto prazo.
Considerando apenas as 59 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis — consideradas mais sensíveis a mudanças recentes no cenário econômico — houve leve ajuste para baixo, de 1,87% para 1,85%.

A projeção do mercado segue acima da estimativa do próprio Banco Central, que prevê crescimento de 1,6% para 2026, conforme o Relatório de Política Monetária do primeiro trimestre. Já o Ministério da Fazenda do Brasil trabalha com uma expectativa mais elevada, de expansão de 2,33% no mesmo período.
A diferença entre as projeções reflete visões distintas sobre o ritmo da atividade econômica, diante de fatores como política monetária, condições de crédito e cenário internacional.
Revisão para 2027 interrompe estabilidade
Para 2027, a mediana das projeções recuou de 1,80% para 1,75%, após 17 semanas consecutivas de estabilidade. Ao considerar apenas as 58 estimativas mais recentes, a expectativa também foi ajustada para baixo, passando de 1,73% para 1,70%.
O movimento sinaliza uma percepção de crescimento mais moderado no médio prazo, ainda que dentro de um intervalo próximo ao observado nas semanas anteriores.
Longo prazo permanece inalterado
As projeções para os anos seguintes permanecem estáveis. A expectativa para o PIB de 2028 foi mantida em 2,00% pela 112ª semana consecutiva, enquanto a estimativa para 2029 segue no mesmo patamar há 59 semanas.
A manutenção dessas projeções indica consenso do mercado em relação ao potencial de crescimento da economia brasileira no longo prazo, ainda que o desempenho de curto e médio prazo siga sujeito a ajustes conforme a evolução do cenário macroeconômico.