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Saúde

Endometriose pode causar infertilidade

Especialista Maria Daguia de Medeiros explicou sintomas, formas de diagnóstico e manejo da condição
Redação
02/05/2026 | 05:29

A endometriose, doença inflamatória que pode causar dor intensa e infertilidade, afeta cerca de 1 em cada 10 mulheres, segundo a ginecologista Maria Daguia de Medeiros. A especialista explicou sintomas, formas de diagnóstico e manejo da condição. A médica detalhou que a doença ocorre quando o tecido endometrial, que deveria estar restrito ao interior do útero, se espalha por outras regiões da pelve.

De acordo com a especialista, os sintomas variam conforme a localização do tecido. “A depender da quantidade deste tecido que se desenvolve em outros órgãos, que não é o útero especificamente, é que a paciente vai ter especificamente de mais importante a dor. Quer seja a dor na menstruação, quer seja a dor no ato sexual, quer seja a dor no ato de defecar, quer seja a dor no ato de urinar”, disse. A dor, segundo ela, não se restringe ao período menstrual. “A gente não tem ainda muita certeza de tudo que ocorre dentro da endometriose”, afirmou.

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Endometriose pode causar infertilidade - Foto: Freepik

Sobre a origem da doença, Maria Daguia destacou hipóteses relacionadas ao sistema imunológico. “A célula sai de dentro do útero, passa na trompa, cai dentro da cavidade abdominal. Provavelmente, uma grande parte das mulheres que tem um sistema imunológico competente, seja bom, vai destruir essa célula. Mas outras mulheres não têm esse sistema imunológico competente, a célula vai encontrar um local propício e vai se desenvolver e formar foco de endometriose”, explicou.

O diagnóstico envolve avaliação clínica e exames de imagem. A médica ressaltou que a endometriose é uma doença crônica e requer acompanhamento contínuo. O tratamento também pode envolver medicação hormonal. “A gente maneja com medicações e essa medicação, em geral, suprime a menstruação. A endometriose, a depender do local onde ela está localizada, é um grande fator para infertilidade”, explicou. A especialista destacou ainda que nem todos os casos indicam cirurgia. Reforçou, por fim, a necessidade de acompanhamento contínuo.