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Saúde mental

Atividade física é mais eficaz que remédios contra depressão

Pesquisa indica que atividade física reduz sintomas até 1,5 vez mais e melhora bem-estar em até 12 semanas
Por O Correio de Hoje
13/04/2026 | 12:41

A prática de atividade física pode ser mais eficaz do que medicamentos e psicoterapia no combate à depressão, segundo um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade do Sul da Austrália. De acordo com a pesquisa, exercícios físicos apresentam eficácia até 1,5 vez maior na redução dos sintomas relacionados à saúde mental.

O levantamento, publicado no British Journal of Sports Medicine, analisou intervenções com duração de até 12 semanas e concluiu que a atividade física contribui significativamente para aliviar sintomas como ansiedade e angústia, além de promover melhorias mais rápidas no bem-estar psicológico.

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Exercícios aeróbicos estão entre os que apresentam maior impacto na saúde mental - Foto: Freepik

Os autores destacam que os benefícios foram observados em diferentes perfis de população, incluindo pessoas com diagnóstico de depressão, mulheres no período pós-parto, indivíduos saudáveis e pacientes com condições clínicas diversas, como HIV e doenças renais.

Considerado o estudo mais abrangente já realizado sobre o tema, o trabalho reuniu dados de 97 revisões, totalizando 1.039 ensaios clínicos e mais de 128 mil participantes. Esta é a primeira análise a avaliar, de forma ampla, os efeitos de todos os tipos de atividade física sobre depressão, ansiedade e sofrimento psicológico.

Os resultados indicam que diversas modalidades de exercício trazem benefícios à saúde mental, com destaque para atividades aeróbicas, como caminhada, além de treinos de resistência, pilates e ioga. Exercícios de maior intensidade demonstraram impacto ainda mais significativo em casos de depressão e ansiedade, assim como práticas com maior duração.

A pesquisadora sênior Carol Maher ressalta que não é necessário um grande esforço inicial para perceber melhorias. “A pesquisa mostra que não é preciso muito para que o exercício provoque mudanças positivas na saúde mental. Esperamos que esta revisão reforce a importância da atividade física, inclusive com programas estruturados, como parte fundamental no controle da depressão e da ansiedade”, afirmou.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de uma em cada oito pessoas no mundo convive com algum transtorno mental. O impacto econômico global dessas condições ultrapassa US$ 2,5 trilhões por ano, com projeção de alcançar US$ 6 trilhões até 2030.

A OMS recomenda, para adultos, entre 150 e 300 minutos semanais de atividade física moderada, como caminhada rápida ou ciclismo leve, ou entre 75 e 150 minutos de exercícios intensos, como corrida.