A proposta de educação integral é o eixo central do projeto pedagógico do Colégio Marista de Natal, segundo a coordenadora pedagógica da instituição, Gabriela Pereira. Em entrevista ao programa Formação Potiguar, da TV Agora RN, ela destacou que a formação oferecida pela escola busca integrar desenvolvimento acadêmico, valores humanos, espiritualidade, esporte, arte e cultura ao longo de toda a trajetória escolar.
Segundo Gabriela, a instituição tem origem em um projeto educacional iniciado por São Marcelino Champagnat e mantém presença no Rio Grande do Norte há 96 anos. “Nós somos uma escola construída a partir de um sonho. A gente diz que o Marista não tem um dono, ele tem um sonho. Um sonho construído por São Marcelino de Champagnat, na perspectiva de tornar Jesus Cristo conhecido e amado por todos, mas por meio da educação, valorizando os nossos jovens, as nossas crianças”, pontuou.

De acordo com a coordenadora, a tradição da instituição não significa rigidez pedagógica. “Tradição não é algo engessado. Pelo contrário, é algo que mantém os nossos valores, a nossa busca consciente por uma educação de qualidade, uma educação integral, mas que vai se moldando e vai se encaixando no contexto que a gente vive”, disse.
“Passa longe de ser o tradicionalismo, que é aquele engessado, aquele que não muda, aquele que enraizou e não vai sair de lá. E eu digo que essa tradição é que leva o Marista a ter tantos anos de história no mundo inteiro”.
Ela explicou ainda que as transformações sociais também impactam diretamente o ambiente escolar. “A nossa sociedade muda, as buscas individuais mudam, economicamente, politicamente, socialmente, e educacionalmente não tem como não mudar. Eu digo sempre que a escola faz parte da sociedade, ela não é do muro para dentro, ela é expansiva, faz parte desse contexto social. Se a sociedade se transforma cotidianamente, a escola também precisa acompanhar isso”, frisou.
Na prática, a educação integral se desenvolve por meio de projetos e atividades ao longo de todas as etapas da formação. Na educação infantil, por exemplo, os estudantes participam de iniciativas como o Projeto Amar. “Nós temos o Projeto Amar, que é um projeto do Maristinha Educação Infantil junto com a pastoral escolar. Olha o nome desse projeto, Amar. Acima de tudo, é desenvolver a perspectiva da educação integral, mas também no projeto de vida e socioemocional desse estudante”, explicou.
A proposta pedagógica também envolve atividades esportivas, culturais e ações sociais. Gabriela destacou o desempenho esportivo da escola e projetos culturais. “O setor de esportes é uma fortaleza dentro da nossa instituição, é mais de 20 vezes campeão dos Jerns [Jogos Escolares do Rio Grande do Norte]. Nós temos também o Centro Cultural, que é um potencializador da arte e da cultura”, afirmou.
“É o acadêmico, o esporte, a arte e a cultura, é a espiritualidade acima de tudo, que é uma base forte da nossa sociedade, da construção do ser humano. A integralidade nasce a partir da perspectiva de uma educação que operacionaliza de uma maneira acadêmica, mas que olha para o ser humano em construção integral”.

Outro elemento apontado como central na formação dos estudantes é a pastoral escolar, que atua em todas as etapas da educação. “A pastoral abraça toda a escola. Ela está ali da educação infantil ao pré-vestibular, mas também abraça as famílias. É o coração pulsante mesmo da nossa instituição”, disse.
A coordenadora explicou ainda que a preparação acadêmica para exames como o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ocorre de forma gradual ao longo de toda a trajetória escolar. “Quando você diz que a gente só vai preparar para o Enem no ensino médio, não é assim. O Enem começa a preparação lá na educação infantil. Lá nos pequenininhos”, afirmou.
Durante o ensino médio, os estudantes participam de simulados e programas de mentoria acadêmica. “No ensino médio existe uma preparação massiva. É onde eu vou lapidar. Toda construção desse diamante já foi feita na educação infantil e no ensino fundamental”, disse.
A tecnologia também faz parte das atividades pedagógicas da escola, segundo Gabriela. Ela ressaltou que o uso de ferramentas digitais, incluindo inteligência artificial, ocorre de forma orientada. “A tecnologia é bem-vinda dentro da escola, não é um bicho-papão. Nós utilizamos plataformas digitais, simulados externos e também atividades com inteligência artificial, mas sempre com objetivo”, disse.
Segundo ela, o objetivo final da formação marista é preparar estudantes para atuar na sociedade com responsabilidade. “O que a gente espera deles é que eles sejam bons cidadãos. Que possam chegar em qualquer lugar e dizer: a minha formação foi no Marista, e isso tornou a pessoa que eu sou hoje”, afirmou.
O Colégio Marista de Natal reúne cerca de 3 mil estudantes e oferece da educação infantil ao pré-vestibular. Informações sobre atividades e projetos da instituição são divulgadas nas redes sociais da escola (instagram.com/maristadenatal).
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