BUSCAR
BUSCAR
Caso Zaira

Mãe de Zaira Cruz reage à ida de condenado para o semiaberto: “Não houve justiça”

Justiça autorizou saída para o semiaberto após cumprimento de requisitos legais; decisão gerou indignação na família de Zaira Cruz
Redação
17/03/2026 | 12:37

A decisão judicial que autorizou a progressão para o regime semiaberto do policial militar Pedro Inácio, condenado pela morte de Zaira Cruz, provocou forte reação da família da vítima.

Em entrevista ao programa Patrulha da Cidade, a mãe da jovem, Zanetti, afirmou que recebeu a notícia com indignação e tristeza. Segundo ela, a liberação do condenado representa uma sensação de injustiça. “Amanheci de luto novamente”, declarou.

zaira
Mãe de Zaira Cruz critica decisão que permitiu progressão de regime a condenado por homicídio e estupro no RN Foto: Reprodução

Zaira Cruz foi assassinada em 2019, em um caso que teve grande repercussão no estado. O réu foi condenado a 20 anos de prisão pelos crimes de homicídio qualificado e estupro.

Durante a entrevista, a mãe relembrou a dor da perda e criticou o sistema judicial. Para ela, a legislação permite brechas que favorecem a progressão de regime mesmo em crimes graves. “Ele vai para casa, e eu só encontro minha filha no cemitério”, disse.

Zanetti também mencionou que a filha completaria 30 anos recentemente, o que intensificou o sofrimento da família. Ela afirmou conviver diariamente com a ausência e destacou que a dor é permanente.

A progressão de regime foi autorizada mesmo após manifestação contrária do Ministério Público do Rio Grande do Norte, que solicitou a realização de exame criminológico para avaliar as condições do condenado.

Na decisão, o Judiciário considerou que foram atendidos os requisitos previstos em lei, como o cumprimento de parte da pena, o bom comportamento carcerário e a ausência de faltas disciplinares.

A defesa do condenado sustentou que ele já preenchia os critérios necessários para a mudança de regime, argumento aceito pelo magistrado responsável pelo caso.

O crime ocorreu durante o carnaval de 2019, em Caicó, quando Zaira Cruz, então com 22 anos, desapareceu e foi encontrada morta. O caso mobilizou a opinião pública e teve ampla repercussão no Rio Grande do Norte.