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Política

PF comunica STF sobre temor de fuga de Lulinha durante apuração

Defesa nega intenção de deixar o país e afirma que viagem à Europa teve caráter profissional, sem relação com irregularidades
Redação
17/03/2026 | 09:38

A Polícia Federal (PF) manifestou ao Supremo Tribunal Federal (STF) preocupação com a possibilidade de o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, deixar o Brasil. A informação, inicialmente divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo, foi confirmada pela CNN.

O alerta foi formalizado em documento sigiloso encaminhado à Corte no ano passado. Em dezembro, a PF também solicitou ao STF a quebra do sigilo fiscal do empresário.

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. — Foto: Reprodução
PF relatou ao STF preocupação com possível saída de Lulinha do Brasil; defesa nega intenção de fuga e diz que viagem à Europa foi a negócios Foto: Reprodução

A defesa de Lulinha contesta a suspeita de fuga. Os advogados informaram ao Supremo que ele viajou a Portugal, com despesas custeadas pelo empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

Antunes está preso sob suspeita de comandar um esquema de desvios envolvendo aposentados. Apesar disso, o advogado Guilherme Suguimori afirmou que Lulinha não firmou negócios nem recebeu valores do empresário.

O filho do presidente também declarou desconhecer qualquer irregularidade relacionada ao esquema investigado no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo a defesa, o interesse no contato com Antunes surgiu após a apresentação de um projeto ligado à produção de canabidiol medicinal, motivado por questões familiares de saúde.

No início deste ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva orientou o filho a prestar esclarecimentos sobre o caso, com o objetivo de evitar impactos negativos à imagem do governo.

Nos bastidores políticos, a postura do presidente pode ser utilizada em eventual campanha eleitoral, com o argumento de que não houve proteção diante de suspeitas, em contraste com críticas feitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.