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Caso pitbull

Investigação sobre morte após ataque de pitbull apura demora no resgate e possível racismo

Tutora do animal, presa temporariamente, afirmou à polícia que o ataque teria sido acidental; mensagens indicam intervalo de cerca de 20 minutos para acionar o resgate
Redação
11/03/2026 | 12:51

A Polícia Civil investiga a demora no pedido de socorro e possíveis ofensas racistas no caso da morte do trabalhador Francisco Paulo, de 62 anos, atacado por um pitbull em Extremoz, na Grande Natal. A tutora do animal foi presa temporariamente no último domingo.

De acordo com a delegada responsável pelo caso, Ana Beatriz Alves, a mulher afirmou em depoimento que o ataque teria sido acidental. Segundo a versão apresentada por ela, o cachorro estaria preso em um quarto da casa, mas teria conseguido se soltar sozinho.

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Tutora do pitbull presa e trabalhador Francisco Paulo, de 62 anos, que morreu após ser atacado pelo animal em Extremoz Foto: Reprodução

Ainda conforme o relato, o animal, de grande porte, teria aberto a porta do cômodo e atravessado uma janela de vidro que dá acesso ao quintal da residência, onde a vítima trabalhava no momento do ataque.

Outro ponto analisado pelos investigadores é o intervalo entre o momento em que a vítima foi encontrada ferida e o pedido de socorro. Mensagens enviadas pela suspeita à irmã indicam que ela fez uma chamada de vídeo às 12h08 mostrando o trabalhador ensanguentado e ainda agonizando.

O contato com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), no entanto, teria ocorrido apenas às 12h29, cerca de 20 minutos depois.

A polícia também apura a possibilidade de crime com motivação racista. Em mensagens enviadas à irmã e à mãe, a mulher teria se referido à vítima como “verme”.

Segundo relato de uma policial militar que atendeu a ocorrência, ao ser questionada sobre a expressão, a suspeita teria mencionado a cor da pele do trabalhador e ainda afirmado que ele “estava fedendo”. A delegada informou que essas circunstâncias seguem sob investigação.

A tutora do pitbull permanece presa temporariamente enquanto o caso é apurado.

O cachorro foi recolhido e encaminhado para uma instituição especializada. O animal foi resgatado por um adestrador e deverá passar por avaliação comportamental e processo de ressocialização devido ao histórico de agressividade.