Nunca se falou tanto sobre saúde, prevenção e longevidade. Estudos científicos, aplicativos de monitoramento, métricas corporais e recomendações circulam por todos os lados — dos consultórios às redes sociais — oferecendo orientações sobre como viver melhor. Ainda assim, cresce a sensação de que as pessoas estão mais cansadas, sobrecarregadas e confusas diante da avalanche de informações.
Nos consultórios médicos e também no ambiente digital, são comuns relatos de fadiga persistente, inflamações recorrentes, dificuldade para dormir, variações de humor e a sensação constante de não conseguir acompanhar o ritmo da rotina. Em meio a tantas orientações, encontrar um caminho consistente de autocuidado se tornou um desafio para muita gente.

É nesse contexto que a endocrinologista e PhD Alessandra Rascovski lança o livro “AtmaSoma – O equilíbrio entre a ciência e o prazer para viver mais e melhor” (EV Publicações, 2026). Diretora da clínica Atma Soma, em São Paulo, a médica reúne na obra reflexões baseadas em mais de 30 anos de experiência clínica.
O próprio título do livro resume sua proposta. “Atma”, termo de origem sânscrita, significa alma; “soma”, do grego, refere-se ao corpo. A junção das duas palavras expressa a ideia de que a saúde depende de uma visão integrada entre aspectos físicos e emocionais.
“O livro nasceu do encontro entre ciência e atendimento em consultório. Ao longo da minha trajetória percebi que a maioria das pessoas chegam ao médico doentes. Poucas sabem como cuidar da saúde para evitar a doença. Daí a importância da visão preventiva e integrativa”, diz Alessandra.
A autora também chama atenção para a influência crescente de protocolos rígidos e das recomendações difundidas nas redes sociais. Em AtmaSoma, a proposta é diferente: incentivar cada pessoa a compreender melhor o próprio corpo e construir hábitos sustentáveis ao longo do tempo.
“Não se trata apenas de prolongar os anos de vida, mas de ampliar a qualidade dos dias que temos hoje. Quando pensamos em saúde, muitas vezes buscamos fórmulas prontas e rotinas rígidas. Mas a verdade é que nosso corpo e nossa mente não funcionam assim. A vida tem ciclos, e a saúde acompanha esses movimentos. O cuidado é dinâmico”, afirma.
Na obra, a médica destaca seis atitudes que podem contribuir para uma vida mais longa e equilibrada.
1 – Dormir bem e respeitar o ritmo biológico
O sono desempenha papel fundamental na regulação de processos metabólicos, hormonais e cerebrais. Manter horários regulares para dormir e acordar ajuda a alinhar o organismo ao ciclo natural de luz e escuridão. Dormir mal de forma crônica aumenta o risco de obesidade, ansiedade e doenças cardiovasculares.
2 – Desenvolver inteligência nutricional
Em vez de seguir dietas da moda, o livro propõe compreender como cada organismo reage aos alimentos. O conceito de inteligência nutricional busca adaptar a alimentação às necessidades individuais e reduzir estigmas relacionados ao peso corporal.
3 – Controlar o estresse
O estresse prolongado pode desorganizar hormônios, metabolismo e saúde mental. Práticas como pausas durante o dia, respiração consciente, meditação e convivência social ajudam a reduzir a sobrecarga.
4 – Priorizar alimentos naturais
Uma alimentação baseada em produtos minimamente processados contribui para estabilizar a energia, regular o peso e proteger o metabolismo. Vegetais, frutas, grãos integrais, proteínas de qualidade, fibras e gorduras saudáveis ajudam a promover saciedade e clareza mental.
5 – Preservar a massa muscular
A perda muscular tende a aumentar com o avanço da idade e está associada à sarcopenia. Exercícios de força, combinados com atividades cardiovasculares, ajudam a manter o metabolismo, a autonomia física e a saúde cognitiva.
6 – Valorizar os vínculos sociais
As relações pessoais também têm impacto direto na saúde. Pesquisas indicam que conexões sociais consistentes estão associadas a menor inflamação, melhor saúde mental e menor risco de doenças cardiovasculares.
Adaptado de material sobre o livro “AtmaSoma – O equilíbrio entre a ciência e o prazer para viver mais e melhor”, de Alessandra Rascovski.