BUSCAR
BUSCAR
Diminuição

Natal está entre as capitais com maior queda de investimentos, aponta estudo

Levantamento considerou para todos os entes os investimentos liquidados informados nos relatórios de execução orçamentária
Redação
02/09/2019 | 09:39

Na comparação com o primeiro semestre de 2015 – o primeiro de gestão dos governadores e terceiro do mandato dos prefeitos eleitos em 2012 – com o primeiro semestre deste ano, a queda ultrapassa os 50% comparando janeiro a junho de 2015 com o mesmo período, capitais como o Rio Branco, Maceió, João Pessoa, Rio de Janeiro, Natal, Porto Alegre, São Paulo e Palmas registraram uma queda em seus investimentos públicos superior a
50%, segundo estudo conduzido pelo jornal Valor Econômico.

Considerando o agregado de todos os Estados e capitais brasileiros nessa mesma comparação, os gastos de capital caíram de R$ 19,49 bilhões no primeiro semestre de 2015 para R$ 9,21 bilhões em igual período deste ano, uma queda de 52,8%.

Natal está entre as capitais com maior queda de investimentos, aponta estudo - Agora RN

Assim como 2019, o ano de 2015 foi o primeiro de gestão dos governadores e também foi o terceiro ano do mandato dos prefeitos eleitos em 2012. Os valores de 2015 estão atualizados pelo IPCA.

O levantamento do Valor considerou para todos os entes os investimentos liquidados informados nos relatórios de execução orçamentária. Eles não incluem as inversões financeiras nem as despesas intra-orçamentárias e abrangem 26 Estados, o Distrito Federal e 24 capitais que já enviaram os relatórios ao Tesouro.

Analistas ouvidos pelo Valor indicam que a mudança na política de concessão de aval pelo Tesouro a partir de 2015 e o alto comprometimento das receitas estaduais com despesas correntes, sobretudo as de pessoal, estão entre os fatores que levaram à queda de investimentos.

Ainda segundo esses analistas, o quadro deixa claro como o reequilíbrio fiscal é importante para os governos regionais, principalmente nos Estados, representativos nos investimentos públicos. “

Sustentam que a atual taxa de investimento nacional é das mais baixas da história, já que os governos derrubaram seus investimentos, com impacto forte na construção, derrubando, por conseguinte, o emprego e o crescimento econômico.

Ainda de acordo com o levantamento do Valor Econômico, os dados levantados revelam que a redução de investimentos não foi pontual nos governos regionais.

Entre os 27 estados pesquisados, em 19 houve queda de investimentos liquidados de janeiro a junho de 2015 para iguais meses deste ano. Em 11 Estados – Acre, Amazonas, Goiás, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina e Tocantins -, o recuo foi superior a 50%. O Rio de Janeiro puxou a queda no agregado.

Cita que no Estado de São Paulo a queda foi de R$ 3,4 bilhões no primeiro semestre de 2015 para R$ 1,8 bilhão em igual período deste ano – sempre com atualização pelo IPCA para os valores de 2015.

No consolidado, o desempenho das receitas não favoreceu os governos estaduais nos últimos quatro anos. A receitas corrente realizada dos 27 entes federados cresceu 0,6% em termos reais do primeiro semestre de 2015 para iguais meses deste ano. Os dados também mostraram que os governos, no agregado, desaceleram o crescimento de gastos correntes.

A despesa com pessoal e encargos sociais cresceu em quatro anos 4,2% reais do primeiro semestre de 2015 para igual período deste ano.