Publicidade
Sem acordo
Prefeitura negocia retirada de 13 famílias de área de risco no Jacó
Município já fechou acordo com 24 moradores, que serão deslocados para apartamentos no Condomínio Residencial Village da Prata; outras oito famílias já foram removidas
José Aldenir / Agora RN
Casa em área de risco na Comunidade do Jacó, zona Leste de Natal

A Prefeitura do Natal espera remover até o final de fevereiro 24 famílias que vivem na Comunidade do Jacó, na Praia do Meio, em função do iminente risco de desabamento da área. O Município já fechou acordo com os moradores, que serão deslocados para apartamentos no Condomínio Residencial Village da Prata, no Planalto, zona Oeste da cidade.

De acordo com o secretário municipal de Habitação, Regularização Fundiária e Projetos Estruturantes, Carlson Gomes, outras oito famílias já foram transferidas para o Residencial São Pedro, na Ribeira. Falta definir, agora, o destino de mais 13 famílias, que se negam a deixar a região. Com esses moradores, a Prefeitura do Natal negocia o pagamento de uma indenização para convencê-los a atender a orientação de sair do local. “Essa avaliação está feita pela Semov [Secretaria Municipal de Obras Públicas e Infraestrutura]”, contou Carlson Gomes.

Enquanto persiste a negociação com as 13 famílias restantes, a Prefeitura do Natal faz diariamente o monitoramento da situação da região, por meio da Defesa Civil e da Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb).

Existe a expectativa, também, de que o prefeito Álvaro Dias decrete situação de emergência em função do risco de desabamento, o que facilitaria a obtenção de recursos para ações de intervenção na área. Essa decisão, contudo, depende da conclusão de laudos de engenharia e geologia, que estão sendo providenciados.

A Prefeitura espera realizar as intervenções necessárias no Jacó antes da chegada do período chuvoso, que deve se intensificar no meio do ano e aumentar o risco de desabamento. “Não queremos que aconteça o que houve em Mãe Luiza, em 2014. Estamos presentes no local. Na rua Lins Bahia, por exemplo, há até rachadura no asfalto. Há casos de casas se descolando da rua e em algumas residências têm até três níveis de pisos. Estamos fazendo um trabalho de conscientização”, pontuou Carlson Gomes, em entrevista à Agora FM (97,9) em janeiro.

Publicidade
Publicidade