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Audiovisual
Valdetário Carneiro em documentário
Documentário “Não queria ser o que fizeram de mim”, baseado em livro-reportagem que conta a história do assaltante potiguar Valdetário Carneiro, está sendo produzido e deve ser lançado ainda este ano
Redação
05/03/2021 | 00:02

A história do bandido-herói caraubense, Valdetário Carneiro, muito em breve será contada no audiovisual. Após escreverem o livro-reportagem “Valdetário Carneiro: A essência da bala”, sobre a vida do famoso assaltante potiguar, os jornalistas Rafael Barbosa e Paulo Nascimento se uniram à produtora Caboré Audiovisual para transformar a narrativa do livro em um documentário curta-metragem chamado “Não queria ser o que fizeram de mim”.

O projeto está sendo realizado a partir do edital de Fomento à Cultura Potiguar, da Fundação José Augusto, órgão estadual responsável pelo desenvolvimento e incentivo de atividades culturais no Rio Grande do Norte. O trabalho da equipe começou em 2020, mas precisou ser interrompido por causa da pandemia de Covid-19.

“Agora demos início à primeira etapa de gravação. Semana passada já gravamos uma parte em Caraúbas, onde a gente pôde conversar e filmar com as duas ex-mulheres de Valdetário, os filhos dele, que não estão todos presentes no livro, e agora estamos aguardando diminuir um pouco esse pico da pandemia para terminar as gravações no final de março ou início de abril”, explicou a diretora e roteirista do documentário, Tereza Duarte.

Além da cidade de Caraúbas, outros dois cenários importantes na história de Valdetário Carneiro vão estar presentes no filme: Lucrécia e Mossoró.

Tanto Tereza Duarte quanto Rafael Barbosa acreditam que uma das cenas mais fortes presentes no filme será a fala das duas ex-esposas de Valdetário, juntas, na casa onde ele foi morto em 2003, em Lucrécia. “Sempre que voltamos a uma história, acabamos descobrindo mais nuances dela, então o documentário trará isso”, contou Rafael.

“Nós tivemos depoimentos bem fortes, bem importantes para que as pessoas que leram o livro possam assistir em tela a emoção desses personagens, as ex-esposas, os filhos, dentro do cenário onde ele foi morto”, relatou Tereza.

Segundo Rafael, também serão ouvidos para o filme os jornalistas e testemunhas do que aconteceu na época, além de autoridades e policiais que investigaram e prenderam Valdetário Carneiro durante a vida criminosa dele.

Valdetário carneiro em documentário
Equipe que participa da produção do documentário sobre bandido-herói caraubense – Foto: Divulgação

Ainda não há uma data definida para o lançamento do documentário, mas, desde já, Tereza e Rafael revelam que a ideia é que seja lançado ainda este ano e exibido em festivais de cinema para que, futuramente, o curta-metragem seja transformado em um longa-metragem documental.

“A ideia é que a gente tente alcançar o maior número de pessoas, para que os espectadores conheçam um pouco mais sobre a vida de Valdetário, não só o que foi impresso pela mídia”, disse Tereza.

Valdetário Carneiro foi um dos assaltantes mais procurados do Nordeste entre os anos 1990 e 2000. Também ficou conhecido por arranjar o assassinato de inimigos da família Benevides Carneiro, uma dos sobrenomes mais famosos do Oeste potiguar por serem criminosos.

Em 2000, Valdetário participou de uma das maiores fugas da penitenciária de Alcaçuz, juntamente com outros 29 presos. Em 9 de novembro de 2003, foi morto com 13 tiros em um confronto com a polícia em Lucrécia.

O nome do documentário, “Não queria ser o que fizeram de mim”, é uma frase que foi dita por Valdetário, que supostamente entrou para a vida do crime após ter sido preso pela primeira vez privado de liberdade por quase cinco anos por um crime que não cometeu.

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