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Economia
“Vai destruir com o turismo do Estado”, diz presidente da associação hoteleira sobre novo decreto do Governo do RN
Segundo presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio Grande do Norte (ABIH-RN), 120 mil pessoas no estado dependem economicamente do turismo
Redação
05/03/2021 | 19:08

A publicação do decreto do governo, nesta sexta, 5, que determina toque de recolher das 20h às 6h do dia seguinte ainda repercute entre diversos segmentos da economia no Rio Grande do Norte. Em entrevista à rádio 98 FM, Abdon Gosson, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio Grande do Norte (ABIH-RN), deu uma forte declaração de que a medida vai causar grande impacto econômico no estado.

De acordo com Gosson, pelo menos 120 mil pessoas dependem do turismo no estado para sobreviver. “Este decreto de fechar bares e restaurantes às 20h, e o lockdown do domingo, vai terminar de acabar e destruir com o turismo do nosso estado. 100%”, disse.

O presidente da ABIH-RN defendeu que o fechamento não é a solução para o setor. “Somos a favor de uma fiscalização extremamente rigorosa e de punições muito fortes para fechar aqueles que descumprirem [os protocolos sanitários]”, voltou a defender.

Antes do atual decreto, bares e restaurantes funcionavam até 22h. Agora, com a nova medida, terão horário de funcionamento no máximo até 20h, o que pode espantar o turista. “Quem de vocês da bancada, os seus ouvintes e telespectadores, que saem à noite para um bar e restaurante e às 20h já deve estar dentro de sua casa de volta?”, questionou.

Em outro ponto da entrevista, ele contou que se reuniu com representantes da prefeitura de Natal e também do governo do estado e falou sobre o fechamento das praias. “Nós só temos sol e mar para oferecer ao turista. Se vai fechar o mar, você vai ter o que? o Sol? O sol eu tenho em qualquer canto. Agora vão fechar a cidade inteira durante o domingo, um dia de lazer”, disse.

Em seguida, voltou a criticar o fechamento de bares e restaurantes às 20h. “Bares e restaurantes estão fechando às 22h. Se antecipa para 20h, eles não vão abrir. Como vão sobreviver? Qual turista vai para uma cidade onde não tem o que comer e onde beber?”

Durante a conversa, ele frisou a preocupação com a doença, mas defendeu que é possível seguir com naturalidade. “Todos os setores estão com os mais rigorosos protocolos de higienização e limpeza. Principalmente o setor de bares, restaurantes, hotéis, traslados, receptivos. Vocês não veem em canto nenhum em rede social qualquer tipo de denúncia”, observou.

Protesto

Houve a divulgação de um protesto, às 20h, em Ponta Negra, na Zona Sul de Natal, para questionar o novo decreto publicado nesta sexta-feira pelo governo do Rio Grande do Norte. Gosson ressalta que a manifestação não tem apoio da Associação. “Os colaboradores dos bares, restaurantes e hotéis se sentiram desesperados. Eles saíram na frente antes dos donos de bares, hotéis e restaurantes tomar qualquer providência ou solicitassem qualquer ajuda”, explicou.

Mesmo assim, ele pediu que o prefeito de Natal, Álvaro Dias, tenha sensibilidade para definir questões em âmbito municipal. “Se realmente acontecer, que a gente espera que não, que nosso prefeito tenha sensibilidade realmente de tomar uma atitude pensando nos empregos, nos trabalhos e nestas famílias, caso aconteça isso vão fechar todos”, disse.

“Não estou falando das vidas. Porque as vidas tem muita importância. E o colaborador das nossas empresas precisam estar com saúde. Mas não são duas horas que irão fazer diferença”, finalizou.

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