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Mandato tampão

Tomba defende nome técnico para mandato tampão no RN e cita Roberto Serquiz e Zeca Melo como opções

Líder da oposição descartou os nomes de Álvaro Dias e Cadu Xavier, que são defendidos respectivamente pela oposição e pelo governo para a sucessão estadual
Redação
03/02/2026 | 12:11

O deputado estadual Tomba Farias (PL), líder da oposição na Assembleia Legislativa, defendeu a eleição de um técnico para assumir o Governo do Estado após as renúncias da governadora Fátima Bezerra (PT) e do vice-governador Walter Alves (MDB), previstas para ocorrerem até 4 de abril.

Em conversa com jornalistas nesta terça-feira 3, durante a abertura dos trabalhos legislativos de 2026, Tomba citou dois empresários como opções: o presidente da Federação das Indústrias (Fiern), Roberto Serquiz, e o superintendente do Sebrae, Zeca Melo.

TOMBA FARIAS
Deputado estadual Tomba Farias (PL), líder da oposição na Assembleia Legislativa - Foto: João Gilberto / ALRN

“Uma pessoa que não tenha compromisso, que tenha responsabilidade de tomar as medidas que sejam necessárias”, declarou Tomba Farias.

Durante a entrevista, o líder da oposição descartou o nome do secretário estadual de Fazenda, Cadu Xavier (PT), que é defendido pela governadora Fátima Bezerra. “Eu acho que não seria uma boa. Seria uma continuidade das coisas. Mas nós vamos debater e vamos esperar as coisas acontecerem”, enfatizou.

O deputado do PL também desaprovou o nome do ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (Republicanos), nome defendido pelo PL apenas para a disputa das eleições gerais de 4 de outubro.

Sobre a eleição indireta

O Rio Grande do Norte terá uma eleição indireta se forem confirmadas as renúncias da governadora Fátima Bezerra e do vice-governador Walter Alves antes do fim do mandato (que se encerra em 5 de janeiro de 2027). Os dois precisam deixar os respectivos cargos até 4 de abril deste ano para ficarem aptos à eleição geral de outubro. Fátima já anunciou que é pré-candidata ao Senado, enquanto Walter Alves pretende concorrer a deputado estadual.

Pela Constituição, quando a vacância dupla ocorre nos dois últimos anos de mandato, a eleição indireta precisa acontecer em até 30 dias após a saída dos titulares. Nesse intervalo, o governo fica ocupado pelo presidente da Assembleia Legislativa (ALRN), atualmente o deputado estadual Ezequiel Ferreira, ou pelo presidente do Tribunal de Justiça (TJRN), atualmente o desembargador Ibanez Monteiro.

Na eleição indireta, caberá à Assembleia Legislativa escolher um governador e um vice-governador para encerrarem o mandato da chapa Fátima/Walter até 5 de janeiro de 2027. Neste pleito, apenas os 24 deputados estaduais votam. Já a chapa eleita em outubro deste ano, na eleição regular, tomará posse em 6 de janeiro – para um mandato de quatro anos.